De prosa fácil, Alcides lembra trajetória profissional na Sucam

Ainda sobre sua trajetória profissional, Alcides fala do período que ficou em Rondônia por meses, atuando no combate à malária

por: Da redação - 13/08/2019 15:20

De prosa fácil, Alcides lembra trajetória profissional na Sucam

Ainda sobre sua trajetória profissional, Alcides fala do período que ficou em Rondônia por meses, atuando no combate à malária

De origem humilde e ‘prosa’ fácil, Alcides Aparecido, 65 anos, carrega na memória lembranças de uma época não muito distante, definida por ele como época ‘dificultosa’, mas também de muitas histórias pra contar.

Ele nasceu e foi criado em Paranaíba, no entanto, em 1999 mudou-se para Costa Rica. Agora ele é aposentado, no entanto, em 1975, entrou no serviço público, na empresa Sucam (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública) do Governo Federal, e atuava no controle ou erradicação das grandes endemias no Brasil, como à malária.

“Entrei na Sucam em 1975, lembro que trabalhávamos em dupla, saímos às 3h da manhã, com a bicicleta carregada com cerca de 30 a 40 quilos na garupa, dormíamos nas redes, perto de chiqueiro de porco, foi uma época muito dificultosa. Ele eram bem rigorosos com horário a gente tinha que estar no campo às 7, saímos bem antes. Passava frio, fome, sede, tomava água de córrego”, destacou.

Ainda sobre sua trajetória profissional, Alcides fala do período que ficou em Rondônia por meses, atuando no combate à malária.

“Era difícil, eu só conseguia ligar no domingo, ia no orelhão, fazia fila de mais de 150 homens para ligar para suas famílias.

Ele fala que após a Sucam virar Funasa (Fundação Nacional de Saúde), ele foi cedido para a Secretaria Municipal de Saúde de Costa Rica, onde atuou como motorista e em campanhas de combate à dengue, inicialmente, por 30 dias.

“Eu vim cobrir que eles estavam sem motorista, acabei ficando 6 meses, minha família em Paranaíba e eu em Costa Rica, depois disso resolvemos mudar para cá, em 1999, e hoje eu falo que só saio daqui para enterrar o umbigo, minha família está toda estabelecida aqui, tenho 5 netinhos que me amam, três meninos e duas mocinhas.

Enquanto solteiro, Alcides fala que até que passava bem, no entanto, quando casou em 1978, a saudade começou a apertar, ainda mais com o nascimento dos filhos.

“Casamos, quando foi em 1979 nasceu nossa primeira filha, vim conhecer já tinha três dias de nascida. Em 1982, nasceu meu segundo filho, conheci ele já estava com 12 dias de nascido, quase de bigode já”, comenta bem-humorado.

De bem com a vida, ele agradece o apoio e a parceria da esposa, Maria Aparecida Machado Nogueira, durante esses 41 anos, que segundo ele, cuidou praticamente dos filhos sozinha. Ele conta que hoje atua nos serviços domésticos de casa e afirma que é preciso parceria entre o casal.

“Tem que ser parceiro, ela foi minha parceira durante enquanto eu trabalhava, agora ela chega, tem comida pronta, descansa e vai trabalhar. Final de semana faz também, não tenho problema com isso”, pontua.

Feliz da Vida, ele fala que suas histórias serão contadas em um livro de um amigo que mora no Rio Grande do Sul.

“Um amigo meu mora em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, eu contei algumas histórias para ele, que está escrevendo sobre a Sucam e Funasa, deve ser lançado mês que vem”, finaliza.

Fonte: MS Todo Dia

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