Já são quatro casos confirmados de raiva em Costa Rica e Iagro assegura que não há punições para produtores

Comunicar autoridades não gera nenhuma sanção ou abate de animais

por: Vitória Ribeiro - 20/11/2019 14:08

Já são quatro casos confirmados de raiva em Costa Rica e Iagro assegura que não há punições para produtores População deve ainda comunicar a Iagro sobre possíveis abrigos de morcegos

Comunicar autoridades não gera nenhuma sanção ou abate de animais

Foram contabilizados quatro casos confirmados de raiva em bovinos em propriedades da região de Costa Rica e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), assegurou que não há punições para produtores e alertou para a importância de notificar a suspeita ao órgão. De acordo com o coordenador do programa de controle de raiva, Fábio Shiroma, não há nenhum tipo de interdição de propriedade ou abate sanitário. "Isso é boato, é mentira", declarou Shiroma.

Ele garantiu que não existe embargo em propriedades cujos animais morreram com sintomatologia nervosa e orientou que os produtores procurem um escritório Iagro caso suspeitem de que haja algum animal com a doença e que em hipótese alguma manipulem o animal. "A raiva pode ser transmitida por meio da saliva, o mais indicado é que o animal seja examinado por um veterinário pois a raiva é uma zoonose que pode ser trasmitida para humanos e a letalidade é próxima a 100%. Existem apenas dois casos de humanos que sobreviveram, mas ficaram em estado vegetativo praticamente. Então podemos dizer que é uma doença que não tem cura", explicou Fábio. 

Na terça-feira (19) ocorreu uma palestra sobre o tema na Câmara Municipal de Costa Rica e contou com aproximadamente 50 pessoas envolvidas com o meio rural. A palestra abriu espaço para perguntas onde foram tiradas as dúvidas sobre a doença. 

O veterinário Alexandre Fernandes esteve na palestra e disse que foi um debate produtivo sobre a importância de se comunicar a morte de animais onde não se sabe a causa. "Se o animal foi mordido por uma cobra, o produtor sabe a causa da morte. Eu me refiro aos casos onde o animal ficou três ou quatro dias agonizando foi parando de se movimentar e morreu. Na palestra foi derrubado o mito que o produtor não deveria comunicar as autoridades por medo de punição, seja o abate ou o embargo", informou ao MS Todo Dia. 

Alexandre como veterinário informou que a população deve comunicar a Iagro sobre possíveis abrigos de morcegos como cavernas, poços e casas abandonadas fundo de pontes... "Só o proprietário sabe e conhece o que tem na área dele e pode comunicar. Ainda que não haja a confirmação, se houver apenas suspeita do abrigo dos morcegos, é importante falar que a Iagro vai até lá, verifica e faz o controle dos morcegos se tiver que fazer. Além, é claro, da vacinação dos animais. A raiva é um problema de saúde pública", pontuou. 

Nesta quarta-feira (20) ocorrerá mais uma palestra sobre o tema na Câmara Municipal de Paraíso das Águas às 19h. 

Fonte: MS Todo Dia

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