Cowboy ultrapassa histórico de acidentes e vai à Paralimpíada em 2021

Fernando Rufino garantiu à vaga no Mundial da Hungria em 2019

27/06/2020 10:50

Cowboy ultrapassa histórico de acidentes e vai à Paralimpíada em 2021

Fernando Rufino garantiu à vaga no Mundial da Hungria em 2019

O mês era agosto de 2019. A cidade era Szeged, na Hungria. Foi lá, no Mundial de Paracanoagem, que Fernando Rufino, conhecido como o "Cowboy de Aço", chegou em sexto lugar na prova do caiaque KL2 200m e conquistou a vaga para os Jogos Paralímpicos de Tóquio de 2021. Assim, ele escreveu mais um capítulo de uma história interrompida lá atrás, em julho de 2016. Às vésperas dos Jogos do Rio de Janeiro, já com a vaga garantida, o ex-peão de rodeio foi cortado da equipe nacional após ser diagnosticado com um problema cardíaco, depois de realizar exames que constataram uma elevação da pressão arterial.

"O ser humano não pode desistir diante de nenhuma adversidade. Desde que eu entrei na paracanoagem, em 2012, o sonho sempre foi estar em uma Paralimpíada. Nem sabia o que era um caiaque, depois fui tomando conhecimento da dimensão do evento. Agora, eu sei que, se existir alguém em Marte, acho que até eles acompanham os Jogos. É algo grandioso. Eu digo que eu não tenho a medalha. Mas conquistei o cordão da medalha lá no Rio ", comentou o Cowboy.

E é justamente no ano que vem, nos Jogos de Tóquio, que ele vai poder completar essa história indo para o pódio.

"Não é uma expectativa de hoje, de agora. Já estamos há anos falando de Tóquio. Não é qualquer campeonato. Vou estar velhinho, com uns 80 anos, e lembrando de 2021", projetou o atleta da classe KL2 (para pessoas que usam o tronco e os braços na remada). Depois de ser cortados dos Jogos do Rio de Janeiro, Rufino passou dois anos fora das competições de alto nível. Só retornou, em agosto de 2018, no Mundial de Portugal.

Mesmo com a pandemia de covid-19 tendo complicado bastante a periodização de treinos, o Cowboy busca alternativas para seguir no rumo da medalha. "Tem que ter uma meta, um norte na cabeça para sabermos que temos esse compromisso. Eu falo bastante com o João Tomasini (presidente da Confederação Brasileira de Canoagem - CBCa), Vitor Loni (preparador físico), Thiago Pupo (técnico). Estou bem otimista, confio demais neles. Eles passam as metas e eu bato todas elas. Então, falo "é nóis"".

Treino na água, o atleta faz no Rio Paraná, no município de Itaquiraí. "Não é fácil, amigo. O bicho é grande, fundo e perigoso, tem jacarés, sucuris, piranhas. Aqui, o pau tora. Não é uma lagoinha qualquer. Eu tenho um pouco de medo. E nesse período tem bastante vento aqui na cidade. Por isso, tenho evitado um pouco entrar na água".

Fonte: Agência Brasil

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