Em cinco dias, Camapuã duas mortes causadas por ataques de abelhas. Esses ataques, registrados entre os dias 21 e 26 de dezembro, levantou discussões sobre o que pode ter contribuído para as mortes. Especialistas apontam que o período de florada pode ter sido determinantes.
De acordo com o apicultor Adriano Oliveira, durante a florada, que ocorre no final do ano, as colmeias costumam ficar superpopulosas, uma vez que há mais produção de mel. O período é época de reprodução também.
Esta superpopulaçção pode explicar maior número de ocorrências. “Se você bater numa colmeia dessas, ela vai estar mais cheia e a chance de ser ferroado mais vezes aumenta também”, afirmou ao Campo Grande News.
A movimentação de tratores e outras máquinas em áreas rurais, como foi o caso das vítimas, pode ser interpretada como uma intrusão nas proximidades da colmeia, levando as abelhas a se defenderem de forma mais intensa.
O primeiro ataque registrado em Camapuã, no último sábado (21), vitimou Ednei Cláudio de Oliveira, de 48 anos, que trabalhava com um trator em uma fazenda. Ele foi atacado por um enxame de abelhas e, devido ao seu histórico de alergia a picadas de insetos, o quadro se agravou, resultando em sua morte.
Apenas cinco dias depois, nesta quinta-feira (26), Ricardo Arantes Junior, também de 48 anos, sofreu um ataque semelhante enquanto manuseava um trator na mesma região. Ele também possuía alergia a picadas de insetos e, apesar de ser socorrido, não resistiu.
Em casos de ataque, Adriano recomenda que a pessoa corra o mais rápido possível e busque abrigo, como uma casa ou um carro, para se proteger dos insetos. Ele alerta, no entanto, que fugir para rios ou lagos pode piorar a situação.
"Se você pular na água, as abelhas continuarão atrás de você e vão ficar sobrevoando a superfície. Em algum momento, será necessário sair para respirar e o ataque pode se reiniciar. O recomendado é correr entre arbustos e árvores, em zigue-zague, para que os insetos fiquem presos nas folhas e galhos", orientou.
Caso o ataque ocorra em campo aberto, a recomendação é correr o mais rápido possível, evitando matar o maior número de abelhas para não provocá-las ainda mais.
Para prevenir esses cenários, o Corpo de Bombeiros orienta a população a cuidar de seus terrenos e jardins, observando a presença de abelhas. Caso identifiquem enxames, o cabo BM Ronan Matos de Oliveira aconselha o morador a verificar se há mais abelhas e se a passagem delas é transitória.
"Se permanecerem mais tempo no local, provavelmente irão formar uma colmeia ali. Nesse caso, é importante chamar um apicultor para retirar o enxame de forma segura, já que as abelhas são protegidas por lei", explicou.
O Corpo de Bombeiros também pode ser acionado, mas apenas em casos de emergência, como ataques, ou quando a colmeia oferecer risco à segurança da população.
"O tipo de ataque varia conforme a espécie. As abelhas-europa não são agressivas, mas atacam se provocadas. Já as abelhas-africanas atacam sem motivo, o que torna o ataque muito mais perigoso", destacou.
A orientação do militar é a mesma do apicultor: em caso de ataque, procure abrigo imediatamente e, assim que estiver seguro, procure uma unidade de saúde para o atendimento médico necessário, pois cada pessoa reage de forma diferente às picadas.
Além disso, pais e responsáveis devem educar as crianças para não jogarem pedras nas colmeias, pois isso pode provocar as abelhas e gerar ataques em qualquer pessoa que esteja nas proximidades.
Fonte: CGNews/MS Todo Dia
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