MS colhe 3,4 milhões de hectares de soja, mas ritmo fica abaixo da média dos últimos cinco anos

Falta de chuvas nos meses críticos atrasou a colheita e afetou o rendimento das lavouras no estado

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Mato Grosso do Sul atingiu 3,4 milhões de hectares colhidos de soja, o que representa 75,8% da área total estimada para a safra, segundo atualização da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja) divulgada nesta quarta-feira (19). Apesar do avanço, o índice está abaixo da média dos últimos cinco anos, que era de 79% no mesmo período.

O principal fator para o atraso foi a escassez de chuvas nos meses de dezembro e janeiro, período crítico para o desenvolvimento da soja. De acordo com o projeto Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), cerca de 50% das lavouras do estado foram afetadas pelo estresse hídrico, sendo as semeadas entre setembro e outubro as mais prejudicadas.

As chuvas esparsas registradas nos últimos dias não foram suficientes para recuperar as perdas, e a falta de precipitações no momento crucial para o enchimento dos grãos comprometeu a produtividade da safra.

A situação das lavouras também varia conforme a região. No norte, nordeste e oeste do estado, entre 71,7% e 85,9% das plantações estão em boas condições. Já no sul e sudeste, até 48,1% das lavouras apresentam condições ruins, impactando diretamente a produção.

Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja, explicou que as lavouras semeadas no início da safra sofreram com a drástica redução de chuvas entre dezembro e janeiro. “Apesar das chuvas esparsas registradas nos últimos dias, com acumulados de até 78 milímetros, o padrão irregular prejudicou a continuidade da colheita”, afirmou.

A expectativa inicial para a safra era de um aumento de 6,8% na área plantada em relação ao ciclo anterior, totalizando 4,5 milhões de hectares e uma produção estimada de 13,977 milhões de toneladas. No entanto, os impactos climáticos podem comprometer os números finais.

Fonte: MS Todo Dia

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