Protagonistas na democracia em MS, Mara Caseiro e outras mulheres provam que lugar de mulher é na política

Mara Caseiro reforçou que apesar de ter um crescimento significativo de mulheres em cargos políticos nas eleições de 2024, ainda são passos lentos.

Imagem de compartilhamento para o artigo Protagonistas na democracia em MS, Mara Caseiro e outras mulheres provam que lugar de mulher é na política da MS Todo dia

Compartilhe:

Ícone Compartilhar no Whatsapp Ícone Compartilhar no Twitter Ícone Compartilhar por e-mail

Com o tema "Mulher, democracia e participação política", o segundo painel da Secretaria de Estado da Cidadania dentro do Delas Day levou representatividade ao palco.

Mediado pela secretária da Cidadania, Viviane Luiza, o diálogo reuniu mulheres que são liderança em MS e carregam no currículo histórias que inspiram tanto no empreendedorismo quanto na trajetória pessoal.

As convidadas foram Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande; Inaye Lopes Kaiowá, vereadora em Antônio João; Mara Caseiro, deputada estadual, Margarete Coelho, diretora nacional do Sebrae e Tereza Cristina, senadora por Mato Grosso do Sul.

Na abertura, Viviane Luiza que é titular da primeira secretaria do País com dedicação exclusiva à pauta da Cidadania, trouxe dados da ONU, que dos 36 mil assentos parlamentares no mundo, apenas 26% são ocupados por mulheres.

Deputada estadual no quarto mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Mara Caseiro reforça que apesar de ter um crescimento significativo de mulheres em cargos políticos nas eleições de 2024, ainda são passos lentos.

"Hoje nós temos 13 prefeitas eleitas, 20 vice-prefeitas eleitas, e 181 vereadoras. Mas ainda estamos com apenas 20% de participação. É muito pouco, precisamos alavancar isso", ressalta.

A deputada relembrou as legislações vigentes, como o Estatuto da Mulher Parlamentar, que traz as definições de assédio e violência política, especificando atos que são considerados violência política contra as mulheres candidatas, eleitas e empossadas para o cargo eletivo. 

"A gente é tão acostumado com isso, que acha que não é uma violência política. Então, por isso, nós colocamos dentro desse Estatuto da Mulher Parlamentar quais são os atos que configuram violência política, como: impor por estereótipo de gênero a realização de atividades e tarefas não relacionadas com as funções e competências, quando também impedem, durante sessões ordinárias e extraordinárias, ou qualquer outra atividade que envolva a tomada de decisões, o direito de falar e votar em igualdade de condições, quando restringem o uso da palavra em sessões, reuniões de comissões, solenidades, e isso é muito comum acontecer", lembra Mara.

A parlamentar frisa que o caminho é encorajar umas às outras, inclusive a denunciar passa não permitir que situações assim continuem acontecendo.

O encerramento ficou por conta da senadora Tereza Cristina, que lembrou a trajetória como presidente da Famasul, secretária de Estado em MS, deputada federal por dois mandatos e também quando assumiu como ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

"Nós só chegamos, aonde nós chegamos, porque a gente não teve medo, a gente sabia onde queria chegar, o que é que a gente queria fazer. O mundo na política é mesmo um mundo machista. Queria dizer para vocês que não tenham medo, tenham coragem de representar aquilo que vocês acham que precisam representar na sociedade", sustenta.

Você também pode gostar de ler