Eduardo Riedel amplia atenção materno-infantil e reforça cuidados com mães e bebês em MS

Estado aposta na identificação precoce de gestações de risco, organização do atendimento até o parto e ampliação do teste do pezinho para reduzir complicações e mortes evitáveis

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O governador Eduardo Riedel (Progressistas) tem colocado o fortalecimento da atenção materno-infantil entre as ações da área da saúde em Mato Grosso do Sul. A estratégia reúne acompanhamento pré-natal, atendimento especializado para gestantes de alto risco, organização da assistência até o parto, vacinação e ampliação da triagem neonatal.

Uma das principais medidas adotadas pelo Estado em 2026 foi a ampliação do teste do pezinho, que passou a rastrear mais de 40 doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é identificar precocemente doenças congênitas, genéticas e metabólicas e iniciar o tratamento antes do surgimento de sintomas ou de complicações.

Na assistência às gestantes, o governo também estabeleceu como meta que 80% das mulheres realizem pelo menos seis consultas de pré-natal, com início do acompanhamento até a 12ª semana de gestação.

Para Riedel, a atenção à saúde da mãe e do bebê precisa ser organizada como uma linha de cuidado, evitando que a paciente fique sem referência ao passar da unidade básica para o atendimento especializado, maternidade e acompanhamento após o parto.

Gestação de risco identificada durante o pré-natal

A experiência da gestante Vivilaine Quadros, em Campo Grande, mostra como a identificação precoce pode mudar a condução de uma gravidez.

Ela iniciou o pré-natal em uma unidade de saúde do Jardim Antártica após descobrir a gestação, em março. Durante o acompanhamento, a equipe identificou fatores que exigiam atenção especializada.

Em uma consulta, Vivilaine descobriu que estava com a pressão arterial alterada. A equipe médica iniciou a medicação e encaminhou a paciente para avaliação hospitalar. Posteriormente, foi confirmado que a gravidez seria acompanhada como de alto risco.

“Foi uma decisão muito importante para que eu tivesse um acompanhamento mais específico. Isso trouxe mais segurança para mim e para o bebê”, relatou.

A gestante também precisou procurar o Hospital Universitário após apresentar sintomas de infecção urinária. Os exames confirmaram a infecção e o tratamento foi iniciado.

“Fui muito bem assistida. O atendimento e o acolhimento são muito bons, principalmente por parte das enfermeiras. A médica residente também me tratou de forma muito tranquila”, contou.

Meta é ampliar início precoce do pré-natal

A estratégia estadual para 2026 estabelece como objetivo garantir que pelo menos 80% das gestantes tenham seis ou mais consultas de pré-natal, com a primeira realizada até a 12ª semana.

O acompanhamento desde as primeiras semanas permite identificar problemas como hipertensão, diabetes, infecções e alterações no desenvolvimento do bebê. Também possibilita que gestantes consideradas de maior risco sejam encaminhadas para serviços especializados.

Segundo a estratégia adotada pelo Estado, a quantidade de consultas é apenas parte do desafio. Também é necessário localizar mulheres que ainda não iniciaram o acompanhamento e entender as dificuldades que as afastam dos serviços de saúde.

Entre os obstáculos estão distância, dificuldade de transporte, impossibilidade de faltar ao trabalho, gravidez não planejada, falta de documentos e situações de vulnerabilidade.

Rede Alyne busca organizar atendimento até o parto

Outra frente destacada pelo governo Riedel é a implantação da Rede Alyne, política nacional que substituiu a antiga Rede Cegonha e busca organizar a assistência à gestante, à puérpera e ao recém-nascido.

Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde realizou oficinas com gestores e profissionais das macrorregiões para elaborar os planos de ação da rede.

A proposta é estabelecer com maior clareza o caminho que a gestante deve percorrer, desde o planejamento reprodutivo e pré-natal até o parto, puerpério e atendimento do recém-nascido.

O modelo envolve municípios, unidades básicas de saúde, regulação, transporte sanitário, maternidades e serviços especializados.

A regionalização é considerada fundamental em um Estado com grandes distâncias. A intenção é garantir que municípios sem estrutura para determinados procedimentos tenham referências definidas para encaminhar as gestantes.

Vivilaine, por exemplo, teve a oportunidade de conhecer antecipadamente a maternidade do Hospital Universitário onde pretende dar à luz. Durante a visita, recebeu orientações sobre a estrutura e o funcionamento do atendimento.

“A enfermeira mostrou tudo, explicou como funciona e tirou todas as minhas dúvidas. Eu me senti acolhida durante toda a visita”, afirmou.

Busca ativa mantém crianças na rede de saúde

A estratégia também acompanha a criança depois do nascimento. Em Maracaju, a agente comunitária de saúde Vanessa Wanderleia Gabriel, que atua há 13 anos na função, acompanha famílias desde a identificação da gravidez até a vacinação dos filhos.

Segundo ela, as equipes utilizam cartões-espelho e planilhas das salas de vacinação para monitorar as crianças.

Quando uma criança deixa de comparecer para receber uma vacina, a equipe realiza a busca ativa para localizar a família e regularizar o calendário.

“O objetivo é não deixar atrasar as doses, para que as crianças estejam sempre em dia com a vacinação e tenham a saúde assegurada”, explicou.

A estratégia integra o acompanhamento iniciado durante a gestação com os cuidados necessários após o nascimento.

Teste do pezinho ampliado passa a rastrear mais de 40 doenças

Entre as medidas de maior alcance adotadas em 2026 está a ampliação do teste do pezinho pelo SUS em Mato Grosso do Sul.

Desde janeiro, o exame passou a rastrear mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas. Antes da ampliação, o programa estadual identificava sete grupos de doenças.

A coleta continua recomendada entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê.

A importância do exame está na possibilidade de identificar doenças que podem não apresentar sintomas aparentes nos primeiros dias de vida. Quando uma alteração é encontrada, a criança é encaminhada para exames confirmatórios e, quando necessário, para tratamento especializado.

Para o governo estadual, a ampliação da triagem representa também um desafio logístico, principalmente em um território extenso. É necessário garantir a coleta nos municípios, transporte adequado das amostras, realização dos exames, localização das famílias e encaminhamento dos casos que apresentarem alterações.

Aleitamento materno também integra estratégia

A política de atenção materno-infantil inclui ainda ações de incentivo ao aleitamento materno.

Mato Grosso do Sul registrou 63% de aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de seis meses e 60% de aleitamento continuado entre seis meses e dois anos.

O acompanhamento busca orientar as mães durante o pré-natal e após o parto, além de oferecer suporte diante de dificuldades como dor, fissuras, pega inadequada, insegurança sobre a produção de leite e retorno ao trabalho.

A rede inclui unidades básicas de saúde e bancos de leite para ampliar o suporte às mulheres.

Desafio é garantir continuidade do atendimento

A política coordenada pelo governo de Eduardo Riedel busca integrar diferentes etapas da assistência para evitar que mães e crianças sejam perdidas entre os serviços.

Na prática, o objetivo é fazer com que o cuidado iniciado no pré-natal tenha continuidade no parto e depois do nascimento, com vacinação, triagem neonatal, consultas e acompanhamento do desenvolvimento infantil.

A redução de mortes maternas e infantis depende, porém, não apenas da ampliação dos serviços, mas também da capacidade de identificar falhas e situações evitáveis, melhorar o transporte e a regulação e garantir atendimento adequado em todas as regiões.

Para Riedel, o desafio é fazer com que a distância entre os municípios não determine a qualidade da assistência.

A experiência de Vivilaine mostra a importância desse acompanhamento. A alteração da pressão arterial foi identificada durante o pré-natal, o tratamento foi iniciado e a gestante passou a receber acompanhamento especializado.

A proposta do Estado é ampliar esse tipo de cuidado para que mães e bebês tenham acesso ao atendimento no momento adequado, independentemente do município onde vivem.

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