Gerson Claro retoma com PRF discussão sobre segurança na BR-163 em MS

Deputado estadual reforçou pedido por radares e medidas de controle de velocidade em trecho de Bandeirantes e destacou riscos nos perímetros urbanos da rodovia

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado estadual Gerson Claro, retomou nesta terça-feira (25) a discussão sobre a segurança na BR-163 durante reunião com o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso do Sul, João Paulo Pinheiro. O encontro ocorreu no gabinete do parlamentar e teve entre os principais assuntos a situação dos trechos urbanos da rodovia, o controle de velocidade e a prevenção de acidentes.

A pauta dá continuidade a uma demanda apresentada por Gerson Claro em setembro de 2024, quando o deputado encaminhou indicação solicitando a instalação de redutores e radares de velocidade no km 575 da BR-163, no Distrito de Congonhas, região do Posto São Pedro, em Bandeirantes.

Na época, o pedido foi encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e à concessionária responsável pela rodovia. A reivindicação surgiu a partir de relatos de moradores de Bandeirantes e do distrito, que apontaram preocupação com a alta velocidade dos veículos e os riscos enfrentados diariamente para acessar e atravessar a BR-163.

“É uma demanda que chegou até nós por meio da própria comunidade. Quem mora nesses trechos convive diariamente com um fluxo intenso de carros, caminhões e carretas. Nosso papel é fazer essa reivindicação chegar a quem tem competência para agir e acompanhar até que tenhamos medidas capazes de oferecer mais segurança à população”, afirmou o deputado na ocasião.

Resposta sobre os radares

Em outubro de 2024, a então concessionária CCR MSVia respondeu à solicitação apresentada pela Assembleia Legislativa e detalhou a situação da fiscalização eletrônica de velocidade na BR-163.

Segundo o documento, o contrato de concessão previa a instalação e operação de radares em 13 pontos da rodovia, que estavam em funcionamento naquele período. Outros 38 equipamentos haviam sido instalados pelo DNIT, mas o contrato relacionado a esses dispositivos terminou em janeiro de 2024.

Conforme informado pela concessionária, os equipamentos antigos já não atendiam às exigências de software e hardware previstas na regulamentação vigente.

A empresa também explicou que a fiscalização eletrônica depende de análise e deliberação do órgão competente pela fiscalização de trânsito na rodovia federal, inclusive para definir a localização dos equipamentos e os limites de velocidade a serem fiscalizados.

Enquanto o processo de substituição dos radares avançava, foram adotadas medidas de segurança em pontos considerados críticos, principalmente nos perímetros urbanos. Entre as ações estavam o reforço da sinalização horizontal, instalação de tachões, uso de painéis de mensagens variáveis, indicadores de velocidade e posicionamento de viaturas com alerta luminoso em locais estratégicos durante períodos de maior movimento.

Cobrança por mais segurança

Na reunião desta terça-feira, Gerson Claro voltou a defender uma atuação integrada entre os órgãos responsáveis pela rodovia e pela fiscalização. Para o parlamentar, a participação da PRF é importante para ampliar o diálogo sobre os pontos considerados mais críticos e buscar soluções para reduzir os riscos de acidentes.

“Quando uma comunidade aponta um problema que coloca vidas em risco, precisamos buscar os caminhos para resolvê-lo. A conversa com a PRF faz parte desse trabalho. Vamos continuar acompanhando a situação da BR-163 e articulando com os órgãos responsáveis para que as demandas avancem e se transformem em mais segurança para quem vive às margens da rodovia e para quem trafega por ela”, afirmou.

O deputado também destacou que os trechos da BR-163 que atravessam áreas urbanizadas exigem atenção específica, já que a rodovia deixa de ser apenas uma rota de passagem e passa a integrar diretamente a rotina dos moradores.

“Rodovia segura não é importante apenas para quem está viajando. Em muitos municípios, ela também é o caminho que o morador atravessa para trabalhar, estudar ou voltar para casa. É essa realidade que precisa ser considerada quando discutimos investimentos e medidas de segurança”, concluiu.

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