No Dia do Profissional de Educação Física, Nathan Silva comemora trajetória no esporte e reconhecimento na natação

Aos 30 anos, professor de natação e personal trainer construiu carreira entre Campo Grande e Costa Rica e foi eleito Melhor Professor de Natação pelo Troféu Ipê.

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Antes de ensinar alguém a nadar, preparar atletas ou acompanhar alunos dentro de uma academia, Nathan Silva já tinha o esporte como parte da própria história. Aos 30 anos, o professor de natação e personal trainer carrega uma trajetória que começou ainda na infância, passou pelos campos de futebol, pelas artes marciais e encontrou dentro da piscina o caminho para uma profissão construída com dedicação e constante aperfeiçoamento.

Formado em Educação Física pela Unigran Capital em 2018, Nathan foi reconhecido pelo Troféu Ipê como Melhor Professor de Natação, conquista que ele recebe como resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos e, principalmente, da relação construída com seus alunos.

“É o reconhecimento de todo um trabalho construído com dedicação, amor pela profissão e, principalmente, pelo compromisso com cada aluno”, afirma.

Uma vida ligada ao esporte

Nathan começou como atleta de futebol. Jogou durante anos e, aos 14, chegou a receber uma proposta para atuar fora. Na época, a mãe não autorizou a mudança e ele acabou deixando o futebol competitivo.

O esporte, no entanto, continuou presente. Vieram o judô, o taekwondo e a capoeira, modalidade que praticou durante aproximadamente quatro anos. Foi nessa caminhada que conheceu a natação.

A piscina abriu uma nova possibilidade. Nathan se tornou nadador e chegou a competir durante um período, embora ainda não imaginasse que aquela modalidade acabaria se transformando também em profissão.

Quando terminou a escola, ainda havia dúvidas sobre qual carreira seguir. A proximidade com o esporte ajudou na escolha pela Educação Física.

Foi durante o segundo ano da graduação que surgiu a primeira grande oportunidade profissional: trabalhar com natação no Rádio Clube, em Campo Grande.

Nathan começou como estagiário e permaneceu no clube por aproximadamente oito anos. Após concluir a faculdade, continuou no local como profissional contratado, passando pelas funções de professor e, posteriormente, treinador.

A experiência mostrou que o diploma seria apenas uma das etapas da formação.

“No início foi muito difícil, porque na faculdade eles passam o básico dos básicos. A partir do momento que você sai da faculdade, começa a caminhar com os próprios pés. Precisa ir atrás de cursos, capacitação e buscar se aperfeiçoar cada vez mais”, conta.


Pandemia abriu um novo caminho

Até a pandemia, Nathan concentrava sua atuação no treinamento realizado dentro do clube e ainda não trabalhava como personal trainer.

O fechamento temporário de clubes e academias mudou a rotina e obrigou muitos profissionais da área esportiva a buscar novas formas de trabalhar. Nathan começou a atender alunos em condomínios de Campo Grande, ministrando aulas de natação e também realizando treinamentos de musculação.

Foi nesse período que a atuação como personal ganhou espaço em sua carreira.

Mais tarde, Nathan decidiu se mudar para Costa Rica. No município, trabalhou inicialmente durante cerca de um ano em um projeto esportivo. Após deixar a iniciativa, fez uma nova escolha profissional e passou a se dedicar ao trabalho como personal trainer.

Atualmente, atende alunos em academias e também realiza acompanhamento domiciliar, inclusive com o público idoso. Paralelamente, mantém uma associação voltada ao treinamento aquático e ao alto rendimento na natação.


Esporte como ferramenta de transformação

Depois de anos trabalhando com diferentes perfis de alunos, Nathan acredita que a prática esportiva precisa ser enxergada muito além da busca por desempenho ou resultados estéticos.

“A atividade física é essencial para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida em todas as idades. A natação, além de trabalhar força, resistência e coordenação, promove disciplina, confiança e autonomia, sendo uma excelente atividade para crianças, adultos e idosos”, destaca.

Essa visão também orienta a maneira como desenvolve os treinamentos.

Para Nathan, um dos pontos centrais do trabalho está em entender que cada aluno possui necessidades, dificuldades e objetivos próprios.

“Acredito que meus alunos encontram no meu trabalho dedicação, atenção e um acompanhamento de verdade. Busco sempre respeitar a individualidade de cada um, tornando o treino mais do que uma atividade física: uma experiência de evolução, confiança e superação”, afirma.


Reconhecimento de uma trajetória

Ser escolhido como Melhor Professor de Natação no Troféu Ipê trouxe para Nathan a oportunidade de olhar para o caminho percorrido desde os primeiros contatos com o esporte.

São anos que incluem a experiência como atleta, a graduação, o estágio, o trabalho como professor e treinador, as mudanças provocadas pela pandemia e a decisão de construir uma nova etapa profissional em Costa Rica.

“Quando olho para trás, vejo quantos desafios, treinos, competições e histórias fizeram parte dessa caminhada. Esse prêmio me mostra que todo esforço vale a pena e que estamos no caminho certo”, ressalta.

O reconhecimento, porém, não é visto como ponto de chegada.

Nathan pretende continuar investindo em capacitação e conhecimento para ampliar o trabalho desenvolvido dentro e fora das piscinas.

“Meu próximo objetivo é continuar evoluindo, buscando conhecimento e trabalhando cada vez mais para me tornar o melhor profissional que eu puder ser. Quero construir um legado de excelência, dedicação e transformação através do esporte, deixando uma marca positiva na vida de cada aluno”, diz.

Do menino que sonhava com o futebol ao professor reconhecido pela atuação na natação, a trajetória de Nathan Silva foi sendo construída modalidade após modalidade, aluno após aluno.

Hoje, o Troféu Ipê materializa parte desse caminho. Mas, para ele, o legado que realmente importa continua sendo construído diariamente: na evolução de quem aprende a nadar, na autonomia conquistada por um aluno, no avanço de um atleta e nas vidas que encontram no esporte uma oportunidade de superar os próprios limites. 

Fonte: MS Todo Dia. 

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