Rose Modesto defende leis mais duras e rede de proteção contra feminicídio

Candidata destacou projeto que elevou pena mínima para feminicídio e cobrou investimentos em prevenção e acolhimento de vítimas

Imagem de compartilhamento para o artigo Rose Modesto defende leis mais duras e rede de proteção contra feminicídio da MS Todo dia

Compartilhe:

Ícone Compartilhar no Whatsapp Ícone Compartilhar no Twitter Ícone Compartilhar por e-mail

A candidata a deputada federal Rose Modesto defendeu o endurecimento das leis e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres como medidas necessárias para combater o feminicídio em Mato Grosso do Sul. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Capital Meio Dia, da Capital FM 95, em Campo Grande.

Durante a entrevista, Rose destacou o Projeto de Lei de sua autoria aprovado na Câmara dos Deputados que aumentou a pena mínima para o crime de feminicídio de 12 para 20 anos.

Segundo a candidata, a mudança representa uma resposta mais rigorosa aos casos de violência extrema contra mulheres e busca reduzir a sensação de impunidade.

“A sociedade, as famílias de bem e as autoridades deste país não podem aceitar alguém tirar a vida de uma mulher e não ficar preso, às vezes, nem por um ano. É um tapa na cara da sociedade. Nós mudamos isso”, afirmou.

Apesar de defender penas mais severas, Rose ressaltou que apenas o endurecimento da legislação não é suficiente para interromper o ciclo de violência. Para ela, é necessário ampliar as ações de prevenção, conscientização e suporte às vítimas.

Entre as medidas defendidas estão a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o aumento do número de delegacias com atendimento 24 horas, a expansão das unidades da Casa da Mulher Brasileira e a manutenção de casas-abrigo para mulheres em situação de risco.

A candidata também apontou a dependência financeira, a falta de moradia e o medo de ficar sem proteção como alguns dos fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos.

“O Estado tem que garantir abrigo, qualificação e emprego para essa mulher sair do ciclo de violência com segurança para ela e para seus filhos”, afirmou.

Prevenção e orçamento

Durante o programa, também foram discutidos os índices de feminicídio registrados em Mato Grosso do Sul, incluindo os números registrados em agosto, mês marcado nacionalmente pelas ações da campanha Agosto Lilás.

Para Rose, os dados reforçam a necessidade de transformar o enfrentamento à violência contra a mulher em prioridade permanente, com recursos públicos destinados à prevenção e ao atendimento das vítimas.

Ela também defendeu maior participação da sociedade na identificação e denúncia de situações de violência.

“Se a minha vizinha ou uma parente está sofrendo, eu preciso me colocar no lugar. A conscientização de que o problema entre marido e mulher é nosso e de toda a sociedade é o único caminho para resolvermos esta situação”, concluiu.

Você também pode gostar de ler

00:00 / 00:00