Dois moradores de Água Clara procuraram a polícia após sofrerem prejuízos que, somados, ultrapassam R$ 110 mil. Em comum, os casos envolvem contatos telefônicos de pessoas que se apresentaram como atendentes de serviços conhecidos e teriam usado informações fornecidas pelas próprias vítimas para acessar contas bancárias.
As ocorrências foram registradas na Delegacia de Polícia de Água Clara e estão sob investigação.
Idoso perde cerca de R$ 7 mil
Em um dos casos, um homem de 75 anos relatou que recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como funcionário do INSS.
Durante a conversa, o suposto atendente informou que estaria sendo realizado um recadastramento e pediu dados relacionados ao aplicativo Meu INSS.
Após o contato, a vítima percebeu movimentações bancárias que não reconhecia. Segundo o registro policial, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 7 mil.
O idoso procurou a agência bancária, recebeu orientações sobre os procedimentos necessários e, posteriormente, registrou a ocorrência na delegacia.
O caso foi inicialmente classificado diante da suspeita de invasão de dispositivo informático, mas a tipificação poderá ser alterada conforme o avanço das investigações.
Segunda vítima perde aproximadamente R$ 104 mil
O outro caso envolve um morador de 55 anos, do Jardim Nova Água Clara, que descobriu uma série de movimentações bancárias que afirma não ter realizado.
Segundo o relato, ele recebeu inicialmente uma ligação de uma pessoa conhecida, que teria solicitado a confirmação de alguns dados relacionados ao Mercado Livre.
Pouco depois, uma nova chamada foi feita pelo WhatsApp. Desta vez, o contato teria se apresentado como atendente da plataforma e realizado perguntas sobre as informações anteriores.
Em determinado momento, segundo a vítima, foi solicitada uma senha que poderia permitir acesso ao aparelho celular.
Na manhã seguinte, o homem percebeu diversas movimentações em suas contas bancárias. O prejuízo apurado até o momento do registro da ocorrência era de aproximadamente R$ 104 mil.
A vítima procurou a instituição financeira e adotou medidas para tentar bloquear novas transações e as contas envolvidas. Extratos bancários também deverão ser apresentados à polícia durante a investigação.
Polícia investiga os dois casos
Somados, os prejuízos relatados chegam a aproximadamente R$ 111 mil.
Os episódios reforçam o alerta para contatos que solicitam senhas, códigos de confirmação, acesso remoto ao celular ou informações bancárias. Instituições financeiras e órgãos públicos não costumam pedir esse tipo de dado por telefone ou aplicativos de mensagens.
A Polícia Civil deverá investigar como os acessos ocorreram e buscar a identificação dos responsáveis pelos golpes.
Fonte; MS Todo Dia com informações Portal Água Clara.
Imagem: Portal Água Clara.
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