Rose Modesto lidera corrida pelas oito vagas de MS na Câmara Federal, aponta pesquisa

Ex-deputada chega a 3,6% e ocupa a primeira posição no levantamento espontâneo; Mara Caseiro, Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon aparecem na sequência

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A disputa pelas oito cadeiras de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados entra na reta decisiva com Rose Modesto (União Brasil) na primeira posição numérica da mais recente pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência.

O levantamento divulgado neste sábado, 12 de setembro, coloca Rose com 3,6% das intenções espontâneas de voto, à frente de nomes como Mara Caseiro, Rodolfo Nogueira, Marcos Pollon, Geraldo Resende e Camila Jara. 

Mato Grosso do Sul efetivamente continuará elegendo oito deputados federais em 2026. O número de cadeiras por estado foi mantido para esta eleição, e a escolha dos deputados ocorre pelo sistema proporcional, no qual não basta simplesmente estar entre os oito candidatos individualmente mais votados: o desempenho total do partido ou federação também determina a distribuição das vagas. 

Ainda assim, a fotografia individual da pesquisa mostra Rose Modesto começando a reta final da campanha na posição mais alta entre todos os nomes citados.

Rose chega a 3,6% e mantém liderança

Na pesquisa realizada entre os dias 4 e 9 de setembro, Rose Modesto aparece com 3,6%.

Logo atrás está a deputada estadual Mara Caseiro (PL), com 3,3%. O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) registra 2,9%, enquanto Marcos Pollon (PL) aparece com 2,8%

A diferença entre Rose e Mara é de 0,3 ponto percentual, portanto inferior à margem de erro do levantamento. Assim, Rose ocupa a liderança numérica, mas a pesquisa não permite tratar a diferença como vantagem estatisticamente consolidada.

O dado, porém, confirma uma característica que acompanha a candidatura da ex-deputada desde o início do ano: Rose vem figurando de forma recorrente entre os primeiros colocados.

Em fevereiro, ela aparecia com 3%. Em março, registrava 3,1%. Em maio, chegou a 3,2%. Em junho marcou 3%, passou a 3,1% no início de julho e atingiu 3,2% na pesquisa realizada entre 18 e 23 de julho. Agora alcança 3,6%, seu maior índice entre esses levantamentos registrados de 2026. 

Na comparação entre julho e setembro, Rose avançou 0,4 ponto percentual, passando de 3,2% para 3,6%.

Quem ocupa hoje a faixa das oito vagas

Se fosse feita apenas uma classificação individual dos candidatos pelos percentuais da pesquisa — desconsiderando por um momento o sistema proporcional — a fotografia das oito posições correspondentes às vagas de Mato Grosso do Sul ficaria assim:

  1. Rose Modesto (União Brasil) – 3,6%
  2. Mara Caseiro (PL) – 3,3%
  3. Rodolfo Nogueira (PL) – 2,9%
  4. Marcos Pollon (PL) – 2,8%
  5. Geraldo Resende – 2,4%
  6. Camila Jara (PT) – 2%
  7. Jaime Verruck (Republicanos) – 1,6%
  8. Beto Pereira (Republicanos) – 1,5%
  9. Professor Juari (PSDB) – 1,5%

Há, portanto, uma particularidade: a oitava posição está empatada entre Beto Pereira e Professor Juari.

Na prática, isso significa que há nove candidatos ocupando as oito primeiras faixas numéricas da pesquisa, porque dois deles registram exatamente 1,5%.

Depois aparecem Isa Marcondes (Republicanos), com 1,4%, Carlos Bernardo, com 1,3%, Viviane Luiza, com 1,25%, além de Delegado André Matsushita e Marquinhos Trad, ambos com 1,2%. 

PL coloca três candidatos logo atrás de Rose

A fotografia também evidencia a força do PL.

Depois de Rose Modesto, os três candidatos seguintes pertencem à legenda: Mara Caseiro, Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon.

Mara aparece com 3,3%, Rodolfo com 2,9% e Pollon com 2,8%. Mais atrás dentro do partido surgem Edson Giroto, com 0,9%, Luana Ruiz, com 0,8%, e Cassy Monteiro, com 0,2%. 

O cenário cria uma das principais disputas partidárias da eleição proporcional: o PL concentra três dos quatro primeiros nomes na classificação nominal, mas a quantidade efetiva de cadeiras dependerá da votação total da legenda e das regras de distribuição das vagas.

Federação de Rose também aparece competitiva

Rose lidera a lista da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

Ela aparece com 3,6%, seguida por Geraldo Resende, com 2,4%, Carlos Bernardo, com 1,3%, Delegado André Matsushita, com 1,2%, Dr. Luiz Ovando, com 1%, e Dagoberto Nogueira, com 0,8%. 

O resultado coloca dois nomes desse bloco entre os seis primeiros da classificação nominal: Rose e Geraldo.

Em junho, o próprio Instituto Ranking estimava que a Federação União Brasil-PP tinha possibilidade de conquistar duas a três cadeiras federais, com base naquele cenário eleitoral. Na ocasião, Rose liderava a federação com 3%. 

Desde então, ela avançou para 3,6%.

Camila Jara lidera federação do PT; Republicanos coloca nomes na zona competitiva

Na Federação PT, PV e PCdoB, a deputada federal Camila Jara lidera com 2%, seguida por Marquinhos Trad, com 1,2%, e Sandro Omar, com 1%. 

Já no Republicanos, Jaime Verruck registra 1,6%, seguido por Beto Pereira, com 1,5%, e Isa Marcondes, com 1,4%.

A diferença entre os candidatos posicionados nessa faixa intermediária é pequena e mantém aberta a disputa pelas últimas vagas.

Pesquisa não significa lista de eleitos

Apesar da força política da classificação, é fundamental fazer uma distinção.

Os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul não serão necessariamente os oito candidatos individualmente mais votados no Estado.

A eleição para a Câmara dos Deputados utiliza o sistema proporcional. Os votos dados aos candidatos e às legendas são utilizados para calcular quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito a ocupar. Somente depois dessa divisão entram em cena as votações individuais para definir os eleitos dentro de cada grupo partidário. 

Por isso, um candidato que apareça, por exemplo, em décimo lugar individualmente pode ser eleito enquanto outro que esteja entre os oito primeiros pode ficar de fora, dependendo do desempenho das respectivas legendas.

A lista da pesquisa deve ser interpretada, portanto, como fotografia da força nominal dos candidatos, e não como projeção matemática definitiva dos oito futuros deputados.

Quase 60% ainda não indicam candidato válido

Outro elemento mostra que a eleição continua bastante aberta.

Segundo a pesquisa, 25,6% disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 34% não souberam ou não responderam. Somadas, essas duas parcelas chegam a 59,6% do levantamento. 

Ou seja, mesmo com candidatos começando a consolidar posições, existe ainda uma parcela muito grande do eleitorado sem voto nominal identificado na pesquisa espontânea.

Esse contingente pode alterar substancialmente a composição da corrida nas últimas três semanas de campanha.

Rose chega à reta final em posição estratégica

Para Rose Modesto, a nova rodada tem peso político adicional.

A ex-deputada federal não apenas aparece em primeiro lugar, mas chega ao período decisivo da campanha mantendo uma trajetória relativamente estável na liderança e alcançando agora 3,6%, o maior percentual registrado por ela nos levantamentos do Ranking analisados ao longo de 2026

Rose já conhece a Câmara dos Deputados. Ela foi deputada federal por Mato Grosso do Sul e agora tenta retornar a Brasília.

A atual fotografia eleitoral coloca seu nome novamente no centro da disputa pela representação federal do Estado.

Mas a campanha ainda está longe de encerrada.

Com Mara Caseiro apenas 0,3 ponto atrás, três candidatos do PL entre os quatro primeiros e quase 60% dos entrevistados ainda entre indecisos, brancos e nulos na espontânea, a batalha pelas oito cadeiras segue aberta.

Pesquisa ouviu 2 mil eleitores

A décima rodada da pesquisa para deputado federal foi realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência entre 4 e 9 de setembro, com 2 mil eleitores de 16 anos ou mais, distribuídos em 30 municípios de Mato Grosso do Sul.

O levantamento possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MS-09894/2026 e BR-08288/2026

Fonte: Jornal Ms Todo Dia 

Foto: Assessoria de Comunicação 

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