Gaeco faz operação e cumpre mandados na Prefeitura de Água Clara

Equipes também foram a endereços ligados a ex-secretária, servidora e empresário nesta segunda-feira (14)

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou uma nova operação nesta segunda-feira (14) em Água Clara, município administrado pela prefeita Gerolina Alves. Equipes do órgão, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, cumprem mandados na sede da Prefeitura e em outros endereços ligados aos investigados.

Entre os alvos estão a ex-secretária municipal de Finanças Denise Medis, a servidora Ana Carla Benette e o empresário Humberto Marques. As diligências fazem parte de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A ação ocorre em um município que já esteve no centro da Operação Malebolge, investigação que apurou a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em crimes contra a Administração Pública em Água Clara e Rochedo.

De acordo com a investigação anterior, o grupo teria utilizado servidores públicos para favorecer empresas em licitações, com direcionamento de editais e simulação de concorrência entre empresas. Os contratos investigados ultrapassariam R$ 10 milhões.

Ainda conforme a denúncia relacionada à Malebolge, agentes públicos teriam recebido propina para atestar o recebimento de produtos e serviços e acelerar processos administrativos relacionados ao pagamento de notas fiscais.

As investigações também utilizaram informações extraídas de aparelhos celulares apreendidos durante a Operação Turn Off. O material foi compartilhado pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) mediante autorização judicial e, segundo o MPMS, ajudou a identificar o modo de atuação do grupo.

O nome Malebolge faz referência à obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Na narrativa, o termo designa uma das regiões do inferno destinada aos fraudadores e corruptos.

Até o momento, as informações divulgadas sobre a operação desta segunda-feira não detalham todos os alvos e possíveis crimes investigados na nova etapa.

fonte: Jornal MS Todo Dia

Foto: Mídia Clara

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