Fundo Eleitoral turbina Senado em MS: Contar tem R$ 2,53 milhões e Vander chega a R$ 1,61 milhão

Reinaldo Azambuja passa de R$ 1,13 milhão e Soraya declara R$ 582 mil. Levantamento no TSE revela peso do Fundo Eleitoral nas campanhas de PL, PT e PSB.

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A disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul já movimenta milhões de reais em recursos declarados à Justiça Eleitoral. Levantamento feito pelo MS Todo Dia no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o candidato Capitão Contar, Renan Barbosa Contar (PL), é o campeão de arrecadação entre os principais nomes analisados até a última atualização disponível antes de 14 de setembro de 2026.

Contar declarou R$ 2.530.043,18 em receitas totais. Desse montante, a maior parte veio de partidos, com destaque para R$ 2 milhões da Direção Nacional do PL, registrados como Fundo Especial, o Fundo Eleitoral. Ele também recebeu R$ 481.818,18 da Direção Nacional do PP, também como Fundo Especial. No Fundo Partidário, o lançamento identificado foi de R$ 7.125,00, vindo da Direção Estadual/Distrital do PL em Mato Grosso do Sul, mas classificado como recurso estimável, não como dinheiro em conta.

Na segunda posição aparece Vander Loubet (PT), com R$ 1.610.373,77 em receitas declaradas. O principal repasse foi de R$ 1.588.286,27 da Direção Nacional do PT, registrado pelo TSE como Fundo Especial. No caso de Vander, o levantamento não encontrou valor recebido de Fundo Partidário. O sistema aponta R$ 0,00 nessa fonte.

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) aparece com R$ 1.138.125,00 em receitas totais. Do valor declarado, R$ 500 mil vieram da Direção Nacional do PL e R$ 300 mil da Direção Nacional do União Brasil, ambos como Fundo Especial. Reinaldo também aparece com R$ 317 mil em recursos próprios. Assim como Contar, recebeu R$ 7.125,00 da Direção Estadual/Distrital do PL/MS como Fundo Partidário estimável.

Já a senadora Soraya Thronicke (PSB) declarou R$ 582 mil em receitas totais. O maior repasse foi de R$ 500 mil da Direção Nacional do PSB, também classificado pelo TSE como Fundo Especial, e não Fundo Partidário. Soraya ainda recebeu R$ 65 mil de pessoa física e R$ 17 mil em recursos próprios. No Fundo Partidário, o valor encontrado foi R$ 0,00.

Candidato

Total recebido

Fundo Especial

Fundo Partidário

Recursos de apoiadores/próprios

Capitão Contar (PL)

R$ 2.530.043,18

R$ 2.481.818,18

R$ 7.125,00 estimável

R$ 41.100,00 de pessoas físicas

Vander Loubet (PT)

R$ 1.610.373,77

R$ 1.588.286,27

R$ 0,00

R$ 10.000,00 de pessoas físicas; R$ 11.125,00 via financiamento coletivo; R$ 962,50 de candidato

Reinaldo Azambuja (PL)

R$ 1.138.125,00

R$ 800.000,00

R$ 7.125,00 estimável

R$ 317.000,00 próprios; R$ 14.000,00 de pessoas físicas

Soraya Thronicke (PSB)

R$ 582.000,00

R$ 500.000,00

R$ 0,00

R$ 65.000,00 de pessoa física; R$ 17.000,00 próprios

O dado central do levantamento é que a campanha ao Senado em Mato Grosso do Sul vem sendo sustentada principalmente pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. O Fundo Partidário, que muitas vezes é confundido com o Fundo Eleitoral, aparece sem repasse financeiro direto para os candidatos analisados. Nos casos de Reinaldo e Contar, há apenas lançamento estimável de R$ 7.125,00 para cada um.

Na prática, isso significa que o maior volume de dinheiro declarado não saiu do Fundo Partidário, mas do Fundo Especial. O campeão de recursos é Capitão Contar, com mais de R$ 2,5 milhões declarados, sendo quase todo o valor vindo de partidos e do Fundo Eleitoral. Em seguida aparecem Vander Loubet, Reinaldo Azambuja e Soraya Thronicke.

Os dados foram extraídos das prestações de contas oficiais dos candidatos no DivulgaCandContas/TSE, com base nas últimas atualizações disponíveis até o período consultado.

Fonte: Jornal Ms Todo Dia 


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