O caso do cachorro deixado acorrentado em frente à Câmara Municipal de Costa Rica como forma de protesto ganhou um novo desdobramento. Após a manifestação, o animal foi resgatado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e encaminhado para atendimento.
A moradora responsável pelo protesto decidiu procurar informações para saber qual seria o destino do cachorro e como estava o estado de saúde dele. Ao acompanhar o caso, recebeu a informação de que o animal havia sido medicado e testado positivo para cinomose.
“Eu fui atrás para saber o que ia acontecer com esse cachorro. Quando cheguei lá, vi o animal e, segundo a veterinária, ele já tinha sido medicado e testou positivo para cinomose, justamente aquilo que eu tinha medo”, relatou.
O episódio começou depois que a moradora encontrou o cachorro debilitado nas proximidades da rodoviária. Diante da situação, ela levou o animal até a Câmara Municipal e o deixou acorrentado em frente ao prédio como forma de chamar a atenção para a quantidade de cães abandonados nas ruas e cobrar providências do poder público.
Na ocasião, a pergunta feita por ela resumiu o protesto: “Cadê o poder público?”
Após a repercussão, o CCZ realizou o recolhimento do animal.
Ao procurar saber o que ocorreria depois do resgate, a moradora afirmou ter recebido a informação de que a situação do cachorro já seria conhecida havia aproximadamente três dias.
A partir disso, ela passou a questionar o tempo transcorrido até o recolhimento, principalmente depois da confirmação da doença.
“A responsável me relatou que estava esperando esse cachorro havia três dias. Eu fico muito triste porque quantos animais podem ter tido contato com ele nesse período?”, questionou.
A preocupação envolve principalmente outros cães que circulam pela região, incluindo animais em situação de rua e aqueles que saem acompanhados pelos próprios tutores.
Moradora cobra resposta mais rápida
Depois do diagnóstico, a moradora também questionou por que não teria ocorrido uma articulação anterior para buscar o animal.
“Se você sabia que esse cachorro estava ali havia três dias, numa situação precária e podendo estar com uma doença, por que não foi solicitado ao poder público que alguém fosse buscá-lo?”, declarou.
Ela ressaltou que entende as limitações enfrentadas por associações e entidades que trabalham com proteção animal, mas considera que a falta de estrutura precisa resultar em uma cobrança direta ao município.
“Eu entendo que às vezes uma associação não tem suporte para dar conta de tudo. O município é grande, tem muitos animais na rua. Mas então precisa relatar ao poder público que precisa de mais gente, recurso e estrutura”, afirmou.
Para a moradora, o episódio também levanta uma discussão mais ampla sobre políticas de castração, controle populacional, atendimento veterinário e definição de protocolos para o recolhimento de animais encontrados em situação grave.
“Cadê o controle de natalidade desses cachorros? Que cuidado é esse com o coletivo?”, questionou.
Ela afirmou ainda que pretende buscar mais informações sobre a legislação relacionada à proteção animal e avaliar quais medidas podem ser adotadas diante do caso.
O cachorro permanece sob atendimento após o diagnóstico.
As informações referentes ao período em que o animal teria permanecido aguardando recolhimento e às comunicações realizadas antes da atuação do CCZ são baseadas no relato da moradora.
Após a matéria divulgada pelo MS Todo Dia, moradores de Costa Rica se manifestaram nas redes sociais, uma moradora afrimou. "Passou da hora Costa Rica fazer projetos para animais…leis de punição para abandono e animais da rua!", outro internauta comentou: "Acorda senhores vereadores!!! Já passou da hora de tomarem providências a respeito dessa situação, façam jus ao cargo que ocupam. Um animal inocente não merece passar fome, sede, frio, ou até mesmo ser atropelado por falta de abrigo."
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Costa Rica, do CCZ e dos demais envolvidos, caso queiram apresentar esclarecimentos sobre o atendimento, o recolhimento do animal e as medidas adotadas no município para cães em situação de rua.
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