Alline Tontini diz que Prefeitura “não está dando conta” e cobra soluções básicas

Vereadora criticou demora em demandas como poda de árvores, sinalização e manutenção de vias

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A vereadora Alline Krug Tontini criticou o ritmo da administração municipal de Chapadão do Sul durante a sessão da Câmara de segunda-feira (28) e cobrou que a Prefeitura priorize a resolução de problemas considerados básicos antes de avançar em projetos de maior porte. Durante o pronunciamento, ela afirmou que a gestão estaria tentando “se engrandecer” com grandes iniciativas enquanto demandas do dia a dia continuam sem solução.

“Não fica querendo se engrandecer no muito, no muito, no mega, no ultra. Você não está dando conta, rapaz. Começa a fazer o pequenininho, que você vai crescendo”, declarou Alline, dirigindo-se ao prefeito Walter Schlatter.

Entre os exemplos apresentados pela vereadora estão a poda de árvores na Avenida E e a necessidade de melhorias na sinalização e organização do trânsito em um trecho da Avenida 33. Segundo ela, situações que poderiam ser resolvidas com intervenções simples acabam permanecendo sem solução.

Ao comentar a poda de árvores, Alline afirmou que os serviços realizados não teriam resolvido completamente o problema. “Vai lá, dá uma podadinha, já tira aqueles galhos, já começa a fazer alguma coisa. Não vai”, disse. A vereadora também criticou a forma como, segundo ela, algumas intervenções são executadas. “O que tem que fazer, não faz. Eu não estou entendendo”, afirmou durante o discurso.

Outro ponto citado foi o trânsito na região da Avenida 33. Alline defendeu a instalação de uma rotatória ou, ao menos, de dispositivos de sinalização que ajudem os motoristas a se orientar no cruzamento com outras vias.

“Coloquem uma rotatória, nem que seja de meia boca, coloquem uns tachão, pelo menos para aquele povo se orientar”, afirmou.

Na avaliação da vereadora, não seria necessário começar por uma obra de grande porte. Ela defendeu medidas mais simples para reduzir os riscos no local. “Não precisa fazer rotatória. Põe um... como é que fala? Só para você se direcionar, uns tachão, põe uns olhos de gato, sei lá o quê. Gente, mas faz pelo menos um pouquinho”, disse.

Alline também questionou a condução de projetos municipais e afirmou que obras e iniciativas de maior porte não deveriam impedir a solução de problemas considerados menores. Ela citou como exemplos o projeto do centro de diagnóstico e a discussão sobre a ampliação do cemitério municipal. Segundo a vereadora, propostas como a adoção de túmulos verticais já haviam sido apresentadas anteriormente como alternativa para acompanhar o crescimento da população.

Ao falar sobre a relação entre Executivo e Legislativo, Alline também criticou a postura do prefeito diante das indicações apresentadas pelos vereadores. Para ela, as solicitações encaminhadas à Prefeitura representam demandas recebidas da própria população. “Nós estamos aqui fazendo o nosso papel da população, que não é eu que quero, não é o fulano, o Beltrano, de vereador que quer, é a população que chega até nós”, afirmou.

“Começa a fazer o pequenininho, que você vai crescendo”, repetiu, ao finalizar. 

Fonte Jornal MS Todo Dia 

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