Júnior Mochi lidera em Costa Rica e Gerson Claro fica em segundo; veja a votação para deputado estadual

Mochi recebeu 1.647 votos no município, contra 1.536 de Gerson Claro; diferença entre os dois foi de apenas 111 votos.

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A votação para deputado estadual nas Eleições 2026 colocou Júnior Mochi (MDB) no topo da preferência dos eleitores de Costa Rica. O parlamentar recebeu 1.647 votos no município, ficando à frente de Gerson Claro (PP), com 1.536 votos, em uma disputa que ganhou peso político ao longo da campanha e colocou frente a frente grupos com forte presença na política local. 

O resultado municipal ajuda a medir a influência das principais lideranças de Costa Rica e, ao mesmo tempo, mostra que a preferência do eleitor local não necessariamente coincide com a composição final da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional, no qual a distribuição das 24 vagas considera não apenas a votação nominal de cada candidato, mas também o desempenho de partidos e federações.

Mochi lidera em Costa Rica e soma 23.721 votos no Estado

O desempenho de Júnior Mochi chama atenção também no resultado estadual. Com 100% das seções totalizadas, o candidato do MDB terminou a eleição com 23.721 votos em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 1,67% dos votos válidos para deputado estadual. Ele foi o 22º candidato mais votado nominalmente no Estado, mas não conquistou uma das 24 cadeiras da Alems. 

O motivo está na regra da eleição proporcional. O MDB somou 97.989 votos entre votos nominais e de legenda e conquistou apenas uma cadeira, ocupada pelo ex-governador André Puccinelli, que recebeu 40.602 votos. Mochi ficou como primeiro suplente do partido. 

Na prática, Mochi terminou a eleição com mais votos do que cinco candidatos que foram eleitos por outras legendas, mas o desempenho global do MDB não foi suficiente para garantir uma segunda vaga. Segundo levantamento de A Crítica com base nos dados do TSE, a segunda cadeira do partido acabou perdida na distribuição das sobras por média. 

Esse é um dos pontos centrais da eleição proporcional: não basta estar entre os 24 nomes individualmente mais votados do Estado. O candidato também depende da quantidade de cadeiras conquistadas por seu partido ou federação, calculada a partir da soma dos votos da legenda.

Os mais votados para deputado estadual em Costa Rica

Na votação municipal, os dez primeiros colocados confirmados foram:

  1. Júnior Mochi (MDB) — 1.647 votos
  2. Gerson Claro (PP) — 1.536 votos
  3. Antonio Vaz (Republicanos) — 1.193 votos
  4. Defensor Ernany (PL) — 1.081 votos
  5. Tânia Nogueira (PL) — 952 votos
  6. Caravina (PSDB) — 814 votos
  7. Zeca do PT (PT) — 779 votos
  8. Zé Teixeira (PL) — 627 votos
  9. Marcio Fernandes (PL) — 458 votos
  10. Daverson Matos (PL) — 354 votos. 

A diferença entre Mochi e Gerson Claro foi de 111 votos. Antonio Vaz e Defensor Ernany também ultrapassaram a marca de mil votos no município, enquanto Tânia Nogueira ficou entre os cinco mais votados.

Costa Rica e a disputa das forças políticas

O resultado municipal também tem peso político particular. Durante a campanha, Mochi manteve intensa agenda em Costa Rica, onde contou com apoio de lideranças locais e reforçou sua atuação histórica junto ao município. 

Gerson Claro, por sua vez, também realizou agenda política na cidade e participou de encontros com lideranças e apoiadores. 

Nas urnas de Costa Rica, Mochi terminou 111 votos à frente de Gerson Claro. No resultado estadual, entretanto, os dois tiveram destinos diferentes: Gerson Claro conquistou uma das cadeiras da Assembleia Legislativa pelo PP, enquanto Mochi ficou fora da composição final mesmo com 23.721 votos.

Os 24 deputados estaduais eleitos em Mato Grosso do Sul

Com 100% das urnas apuradas, Mato Grosso do Sul definiu os 24 nomes que vão ocupar a Assembleia Legislativa a partir de 2027. O mais votado foi Zé Teixeira (PL), com 54.080 votos. 

Os eleitos foram:

  1. Zé Teixeira (PL) — 54.080 votos
  2. Paulo Corrêa (PL) — 44.541
  3. Caravina (PSDB) — 43.845
  4. Zeca do PT (PT) — 42.714
  5. Coronel David (PL) — 41.492
  6. André Puccinelli (MDB) — 40.602
  7. Tiago Botelho (PT) — 39.387
  8. Ângelo Guerreiro (PSDB) — 37.704
  9. Gianni Nogueira (PL) — 36.108
  10. Odilon Ribeiro (PL) — 35.905
  11. Gerson Claro (PP) — 35.767
  12. Londres Machado (PP) — 33.581
  13. Hélio Peluffo (PP) — 31.435
  14. Daverson Matos (PL) — 30.604
  15. Professora Gleice Jane (PT) — 29.844
  16. André Salineiro (PL) — 28.437
  17. Pedro Kemp (PT) — 28.397
  18. Lucas de Lima do Amor Sem Fim (PL) — 26.204
  19. Professor Rinaldo Modesto (União) — 23.763
  20. Marcio Fernandes (PL) — 23.122
  21. Renato Câmara (Republicanos) — 20.976
  22. Lidio Lopes (Avante) — 20.801
  23. Paulo Duarte (PSDB) — 20.029
  24. Pedrossian Neto (Republicanos) — 19.516 votos. 

A composição final mostra a força do PL, que formou a maior bancada na Assembleia. Também conquistaram cadeiras PT, PSDB, PP, Republicanos, MDB, União e Avante. 

Mais votado no município não significa eleito no Estado

O caso de Júnior Mochi é um exemplo direto de como funciona o sistema proporcional brasileiro.

Em Costa Rica, ele foi o candidato a deputado estadual mais votado, com 1.647 votos. No Estado, chegou a 23.721 votos, superando nominalmente alguns candidatos que garantiram mandato. Ainda assim, não foi eleito porque o MDB conseguiu apenas uma vaga na distribuição das cadeiras, preenchida por André Puccinelli. 

Já Gerson Claro, segundo mais votado em Costa Rica com 1.536 votos, encerrou a eleição estadual com 35.767 votos e conquistou mandato pelo PP. 

A comparação mostra duas fotografias diferentes da mesma eleição: de um lado, a preferência do eleitorado de Costa Rica; de outro, a composição final determinada pelo desempenho dos candidatos e de suas legendas em todo Mato Grosso do Sul.

Votos válidos, brancos, nulos e abstenção em MS

Na eleição para deputado estadual em Mato Grosso do Sul, foram registrados 1.381.806 votos válidos. O pleito teve ainda 5,30% de votos em branco e 2,60% de votos nulos. A abstenção no Estado ficou em 23,88%. 

O quociente eleitoral, calculado a partir dos votos válidos e das 24 cadeiras disponíveis, ficou em aproximadamente 57,5 mil votos por vaga antes da distribuição das sobras, cálculo que ajuda a explicar por que candidatos com votação nominal inferior à de Mochi conquistaram mandato enquanto o emedebista não conseguiu retornar à Assembleia. 

Costa Rica teve disputa apertada no topo

No município, Mochi e Gerson Claro concentraram uma parcela importante da votação, mas outros nomes também apresentaram desempenho relevante. Antonio Vaz chegou a 1.193 votos, Defensor Ernany a 1.081 e Tânia Nogueira a 952 votos. 

Entre os candidatos que figuraram no grupo dos dez mais votados em Costa Rica, Gerson Claro, Caravina, Zeca do PT, Zé Teixeira, Marcio Fernandes e Daverson Matos conquistaram cadeira na Assembleia Legislativa.

Mochi, apesar de liderar no município e ultrapassar 23 mil votos no Estado, ficou como suplente. Antonio Vaz também não conseguiu vaga, enquanto Tânia Nogueira e Defensor Ernany ficaram fora da relação final dos 24 eleitos.

A eleição de 2026 em Costa Rica, portanto, deixa uma leitura política clara: a força eleitoral local não se traduz automaticamente em mandato estadual. O desempenho dos partidos e federações segue sendo decisivo na definição de quem ocupa as cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Fonte: Jornal Ms Todo Dia 

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