Camapuã registra até R$ 357 mil para o esporte; fiscalização precisa acompanhar o jogo

Gestão Manoel Nery registra preços para bolas, uniformes, medalhas e grama sintética; ata prevê compras futuras por 12 meses, mas não comprova gasto integral.

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Camapuã já tem um placar definido para futuras compras esportivas: até R$ 357.249,24. A Prefeitura registrou preços de bolas, redes, fardamentos, medalhas, troféus e grama sintética. Na tabela, o time está equipado. Fora dela, a população ainda precisa acompanhar quem receberá os materiais, quanto será efetivamente comprado e onde o investimento produzirá resultado.

A publicação consta da Ata de Registro de Preços 021/2026, vinculada ao Processo Administrativo 020/2026 e ao Pregão Presencial 010/2026. Assinado pelo prefeito Manoel Eugênio Nery em 5 de outubro, o documento foi divulgado no Diário Oficial da Assomasul de 6 de outubro de 2026.

A vigência prevista é de 12 meses, contados da publicação do extrato. O instrumento cita a Lei 14.133/2021, incluindo o artigo 84, o Decreto Municipal 4.016/2018 e a legislação aplicável às micro e pequenas empresas.

Quatro empresas dividem o teto

A Casa do Atleta Ltda. concentra R$ 162.144,15 em preços registrados. A Breschigliari & Cia Ltda. aparece com R$ 134.349,64.

Completam a relação a JG Comercial Ltda., com R$ 58.907,45, e a Sanarepro Gestão e Serviços Médicos Ltda., com R$ 1.848,00 para 42 bombas de ar destinadas a inflar bolas, ao preço unitário de R$ 44.

A soma dos valores publicados resulta em R$ 357.249,24, conforme cálculo próprio. Casa do Atleta e Breschigliari respondem juntas por R$ 296.493,79, aproximadamente 82,99% do teto. Essa concentração, isoladamente, não demonstra irregularidade, mas permite identificar onde estará a maior parte das possíveis ordens de fornecimento.

Grama, uniforme e bola: o esporte está pronto na planilha

Entre os itens de maior interesse para fiscalização estão 15 rolos de grama sintética, com dimensões descritas de quatro metros de largura por 25 metros de comprimento. Cada rolo foi registrado por R$ 2.922,28, totalizando R$ 43.834,20.

Pelas medidas publicadas, o conjunto corresponde a 1.500 metros quadrados, cálculo próprio. O extrato, porém, não identifica o local de instalação nem esclarece se preparação do terreno, mão de obra e outros serviços serão contratados separadamente.

Também foram registrados dez conjuntos de fardamento esportivo a R$ 2.674,00, somando R$ 26.740,00. Cada conjunto reúne camisetas, calções e meiões, incluindo peças para goleiros, conforme as especificações da ata.

Outro item prevê 112 bolas de futebol society a R$ 179,80, total de R$ 20.137,60. Há ainda 71 bolas de voleibol a R$ 400 cada, com teto de R$ 28.400,00.

A lista inclui medalhas, troféus, redes de proteção, colchonetes e equipamentos para diferentes modalidades. Material não falta no planejamento. O resultado, contudo, dependerá de algo menos fotogênico que uma entrega oficial: utilização contínua, conservação e acesso da população.

R$ 357 mil registrados não são R$ 357 mil pagos

O documento não permite afirmar que a Prefeitura comprou todos os materiais ou desembolsou o teto da ata. Registro de preços estabelece condições para aquisições futuras, que dependerão de pedidos, entregas e execução financeira.

O extrato também não apresenta o orçamento estimado original, impedindo calcular o desconto obtido na disputa. Tampouco demonstra valores empenhados, liquidados e pagos ou a distribuição detalhada dos materiais entre escolas, equipes e espaços esportivos.

O acompanhamento deve avançar sobre as ordens de compra, notas fiscais, termos de recebimento e registros de distribuição. No caso da grama sintética, será necessário identificar o espaço beneficiado e o custo completo para deixá-lo em condições de uso.

Investir no esporte pode ampliar oportunidades e fortalecer projetos comunitários. Mas medalha na planilha ainda não é conquista social, e uniforme adquirido não substitui uma política esportiva funcionando.

Na gestão Manoel Nery, o placar das possíveis compras está publicado. Agora, a transparência precisa jogar os 90 minutos: mostrar quanto saiu do caixa, o que foi entregue e quem efetivamente ganhou com o Camapua

já tem um placar definido para futuras compras esportivas: até R$ 357.249,24. A Prefeitura registrou preços de bolas, redes, fardamentos, medalhas, troféus e grama sintética. Na tabela, o time está equipado. Fora dela, a população ainda precisa acompanhar quem receberá os materiais, quanto será efetivamente comprado e onde o investimento produzirá resultado.

A publicação consta da Ata de Registro de Preços 021/2026, vinculada ao Processo Administrativo 020/2026 e ao Pregão Presencial 010/2026. Assinado pelo prefeito Manoel Eugênio Nery em 5 de outubro, o documento foi divulgado no Diário Oficial da Assomasul de 6 de outubro de 2026.

A vigência prevista é de 12 meses, contados da publicação do extrato. O instrumento cita a Lei 14.133/2021, incluindo o artigo 84, o Decreto Municipal 4.016/2018 e a legislação aplicável às micro e pequenas empresas.

Quatro empresas dividem o teto

A Casa do Atleta Ltda. concentra R$ 162.144,15 em preços registrados. A Breschigliari & Cia Ltda. aparece com R$ 134.349,64.

Completam a relação a JG Comercial Ltda., com R$ 58.907,45, e a Sanarepro Gestão e Serviços Médicos Ltda., com R$ 1.848,00 para 42 bombas de ar destinadas a inflar bolas, ao preço unitário de R$ 44.

A soma dos valores publicados resulta em R$ 357.249,24, conforme cálculo próprio. Casa do Atleta e Breschigliari respondem juntas por R$ 296.493,79, aproximadamente 82,99% do teto. Essa concentração, isoladamente, não demonstra irregularidade, mas permite identificar onde estará a maior parte das possíveis ordens de fornecimento.

Grama, uniforme e bola: o esporte está pronto na planilha

Entre os itens de maior interesse para fiscalização estão 15 rolos de grama sintética, com dimensões descritas de quatro metros de largura por 25 metros de comprimento. Cada rolo foi registrado por R$ 2.922,28, totalizando R$ 43.834,20.

Pelas medidas publicadas, o conjunto corresponde a 1.500 metros quadrados, cálculo próprio. O extrato, porém, não identifica o local de instalação nem esclarece se preparação do terreno, mão de obra e outros serviços serão contratados separadamente.

Também foram registrados dez conjuntos de fardamento esportivo a R$ 2.674,00, somando R$ 26.740,00. Cada conjunto reúne camisetas, calções e meiões, incluindo peças para goleiros, conforme as especificações da ata.

Outro item prevê 112 bolas de futebol society a R$ 179,80, total de R$ 20.137,60. Há ainda 71 bolas de voleibol a R$ 400 cada, com teto de R$ 28.400,00.

A lista inclui medalhas, troféus, redes de proteção, colchonetes e equipamentos para diferentes modalidades. Material não falta no planejamento. O resultado, contudo, dependerá de algo menos fotogênico que uma entrega oficial: utilização contínua, conservação e acesso da população.

R$ 357 mil registrados não são R$ 357 mil pagos

O documento não permite afirmar que a Prefeitura comprou todos os materiais ou desembolsou o teto da ata. Registro de preços estabelece condições para aquisições futuras, que dependerão de pedidos, entregas e execução financeira.

O extrato também não apresenta o orçamento estimado original, impedindo calcular o desconto obtido na disputa. Tampouco demonstra valores empenhados, liquidados e pagos ou a distribuição detalhada dos materiais entre escolas, equipes e espaços esportivos.

O acompanhamento deve avançar sobre as ordens de compra, notas fiscais, termos de recebimento e registros de distribuição. No caso da grama sintética, será necessário identificar o espaço beneficiado e o custo completo para deixá-lo em condições de uso.

Investir no esporte pode ampliar oportunidades e fortalecer projetos comunitários. Mas medalha na planilha ainda não é conquista social, e uniforme adquirido não substitui uma política esportiva funcionando.

Na gestão Manoel Nery, o placar das possíveis compras está publicado. Agora, a transparência precisa jogar os 90 minutos: mostrar quanto saiu do caixa, o que foi entregue e quem efetivamente ganhou com o investimento.

Fonte: Jornal Ms Todo Dia

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