TRE vai anular 16,8 mil votos de Jerson Domingos e recalcular vagas na Assembleia

Reprocessamento está marcado para 21 de outubro, após decisão do TSE que barrou a candidatura do ex-conselheiro

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) fará, no dia 21 de outubro, o reprocessamento dos votos das eleições proporcionais, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a anulação dos 16.884 votos recebidos por Jerson Domingos (União Brasil) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

A nova totalização foi prevista em edital publicado na quinta-feira (15). O procedimento será realizado em Campo Grande e poderá alterar a distribuição das cadeiras entre partidos e federações, além da classificação dos suplentes. 

A decisão ocorre após o TSE, em julgamento concluído em 8 de outubro, indeferir o registro de candidatura de Jerson. Os ministros acolheram recurso do Ministério Público Eleitoral e reformaram a decisão anterior que havia permitido que ele disputasse a eleição. 

Possível mudança na lista de suplentes

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), conquistou quatro cadeiras na Assembleia Legislativa. Foram eleitos Gerson Claro, Londres Machado, Hélio Peluffo e Rinaldo Modesto.

Jerson terminou a votação como segundo suplente, atrás de Marcelo Miranda (PP), que recebeu 23.112 votos. Com a anulação dos votos do ex-conselheiro, a ordem dos suplentes deverá ser recalculada. 

O resultado definitivo sobre a composição das bancadas será conhecido após o processamento da nova totalização. Ao fim da sessão, o TRE-MS deverá emitir um novo relatório com o resultado da eleição. 

Candidatura foi barrada por processos criminais

A impugnação da candidatura teve como fundamento processos nos quais Jerson responde a acusações relacionadas às operações Omertà e Armagedon. Em um deles, é acusado de embaraçar investigação de organização criminosa; no outro, responde por acusações de integrar organização criminosa armada e tráfico de armas de fogo.

As acusações são objeto de processos judiciais e não devem ser confundidas com condenações definitivas. A defesa informou que aguardaria a publicação do acórdão do TSE para avaliar a possibilidade de recurso. 

Fonte Jornal MS Todo Dia 

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