Pesquisa Veritá aponta Flávio Bolsonaro com 51,1% contra 48,9% de Lula no segundo turno das eleições 2026

Levantamento nacional com 15.554 entrevistados mostra vantagem de 2,14 pontos percentuais para o senador

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A disputa pela Presidência da República ganha novos números na reta final do segundo turno das eleições de 2026. Pesquisa nacional do Instituto Veritá, realizada entre os dias 12 e 16 de outubro, apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,07%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,93% no confronto consolidado entre os dois candidatos.

O resultado representa uma diferença de 2,14 pontos percentuais em favor de Flávio Bolsonaro, de acordo com o levantamento, que ouviu 15.554 eleitores e informa margem de erro geral de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os percentuais, apresentados pelo instituto com uma casa decimal, correspondem a 51,1% para Flávio Bolsonaro e 48,9% para Lula.

A pesquisa, identificada pelo registro BR-01107/2026, também apresenta dados sobre o comportamento eleitoral de diferentes segmentos da população brasileira, oferecendo um panorama das divisões políticas relacionadas à renda familiar, faixa etária, escolaridade, ocupação e cor ou raça.

O levantamento mostra que, embora Flávio Bolsonaro apareça numericamente à frente no resultado nacional, Lula mantém vantagem em importantes parcelas do eleitorado, sobretudo entre as famílias de menor renda, pessoas negras e eleitores fora da população economicamente ativa, conforme os recortes divulgados.

Flávio Bolsonaro aparece à frente na corrida presidencial

Na simulação nacional de segundo turno apresentada pelo Veritá, o senador Flávio Bolsonaro alcança 51,07%, diante dos 48,93% atribuídos ao presidente Lula.

A vantagem de 2,14 pontos percentuais coloca o candidato do PL à frente no levantamento e reforça o cenário de elevada competitividade entre os dois projetos políticos que disputam o comando do Palácio do Planalto.

A diferença deve ser interpretada à luz da metodologia e da margem de erro informadas pelo instituto. Mesmo com a vantagem numérica, o resultado de uma pesquisa não garante antecipadamente o vencedor das urnas.

O levantamento representa a preferência registrada durante o período de entrevistas, não constituindo uma previsão definitiva do comportamento eleitoral no dia da votação.

A disputa reúne, de um lado, o presidente Lula, que busca a reeleição, e, de outro, Flávio Bolsonaro, representante do PL na corrida presidencial.

Expectativa de vitória: 52,7% acreditam que Flávio Bolsonaro será eleito

Outro indicador apresentado pelo Instituto Veritá diz respeito à percepção dos brasileiros sobre quem vencerá a eleição presidencial.

Ao responderem quem acreditam que será o próximo presidente, os entrevistados indicaram:

• Flávio Bolsonaro: 52,7%
• Lula: 47,3%

A diferença é de 5,4 pontos percentuais em favor de Flávio Bolsonaro nesse indicador.

O resultado revela que, além da vantagem registrada na simulação eleitoral, o senador também aparece à frente na expectativa de vitória dos entrevistados.

Entretanto, existe uma distinção fundamental: expectativa de vitória não é a mesma coisa que intenção de voto. O entrevistado pode acreditar que determinado candidato vencerá a eleição mesmo pretendendo votar no adversário.

Assim, os 52,7% representam a percepção dos eleitores sobre o provável vencedor, e não um novo percentual de intenção de voto.

Faixa etária: Flávio lidera entre eleitores de 35 a 54 anos; Lula aparece à frente entre jovens e maiores de 55

O levantamento apresenta diferenças importantes no comportamento eleitoral de acordo com a idade.

Entre 16 e 34 anos, segmento que corresponde a 31,1% da amostra, o presidente Lula registra 49,3%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 47,5%.

Nesse grupo, Lula apresenta vantagem numérica de 1,8 ponto percentual.

A situação se inverte entre os entrevistados de 35 a 54 anos, que representam 38% da amostra. Flávio Bolsonaro alcança 52,4%, diante de 45,2% para Lula.

A diferença chega a 7,2 pontos percentuais favoráveis ao senador, constituindo a maior vantagem de Flávio entre os três segmentos etários apresentados.

Já entre os entrevistados acima de 55 anos, responsáveis por 30,9% da amostra, o cenário volta a apresentar equilíbrio: Lula registra 49,1%, contra 48,6% de Flávio Bolsonaro.

A diferença nesse último grupo é de apenas 0,5 ponto percentual.

Os resultados indicam que a faixa intermediária de idade apresenta maior preferência pelo candidato do PL, enquanto os dois extremos etários exibem pequenas vantagens numéricas para Lula.

Escolaridade: Flávio Bolsonaro registra vantagem nos dois níveis de instrução

A escolaridade também integra o levantamento nacional.

Entre os entrevistados com formação até o ensino médio completo, grupo correspondente a 76,5% da amostra, Flávio Bolsonaro registra 50%, enquanto Lula aparece com 47,5%.

A diferença é de 2,5 pontos percentuais em favor do senador.

Entre os participantes com ensino superior completo ou incompleto, equivalentes a 23,5% da amostra, os resultados são ainda mais próximos.

Flávio Bolsonaro aparece com 48,9%, enquanto Lula alcança 48,3%, uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual.

Embora o candidato do PL esteja numericamente à frente nas duas categorias, os resultados mostram que a disputa entre brasileiros com formação superior é especialmente equilibrada.

As diferenças entre esses segmentos devem ser analisadas com cautela, pois a margem de erro geral da pesquisa não corresponde necessariamente à margem específica de cada subgrupo.

Ocupação: Flávio lidera entre trabalhadores; Lula tem vantagem entre aposentados e outros grupos

Um dos recortes mais relevantes do levantamento está relacionado à ocupação dos entrevistados.

Entre aqueles que trabalham ou procuram emprego, classificados na pesquisa como população economicamente ativa (PEA), Flávio Bolsonaro alcança 51,6%, enquanto Lula registra 46,2%.

Esse grupo representa 71,2% da amostra.

A vantagem do senador é de 5,4 pontos percentuais.

Em sentido contrário, entre os participantes classificados como aposentados, pessoas dedicadas ao lar, estudantes ou que vivem de renda, Lula aparece com 51,4%, contra 45,2% de Flávio Bolsonaro.

Esse segmento corresponde a 28,8% dos entrevistados e apresenta vantagem de 6,2 pontos percentuais para o presidente.

A divisão demonstra preferências distintas entre os dois grupos de ocupação apresentados pelo instituto.

Os números, entretanto, não permitem concluir isoladamente quais fatores motivam cada escolha eleitoral, já que a classificação reúne pessoas com condições sociais e econômicas diferentes.

Renda familiar: Lula lidera entre os mais pobres, enquanto Flávio avança nas faixas superiores

O recorte por renda familiar revela uma das divisões mais expressivas do levantamento.

Famílias com renda abaixo de dois salários mínimos

Nesse segmento, correspondente a 42,7% da amostra, Lula registra 53,4%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 43,3%.

A vantagem do presidente é de 10,1 pontos percentuais.

Trata-se do segmento de renda em que Lula apresenta seu melhor desempenho entre as três categorias divulgadas.

Famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos

Entre os entrevistados dessa faixa, que representam 38,6% da amostra, Flávio Bolsonaro registra 55,4%, contra 43% de Lula.

A diferença chega a 12,4 pontos percentuais em favor do senador.

Esse é o maior percentual de Flávio Bolsonaro entre os três grupos de renda apresentados pela pesquisa.

Famílias com renda acima de cinco salários mínimos

Entre os brasileiros nessa faixa, que correspondem a 18,7% da amostra, Flávio Bolsonaro registra 52,8%, enquanto Lula aparece com 44,4%.

A vantagem é de 8,4 pontos percentuais para o candidato do PL.

Os números evidenciam uma divisão socioeconômica: Lula aparece à frente entre os entrevistados de menor renda, enquanto Flávio Bolsonaro reúne percentuais superiores nas duas faixas de renda mais elevadas.

Essa distribuição pode ter importância para as estratégias de campanha, especialmente em temas como custo de vida, emprego, poder de compra, programas sociais e política econômica. Contudo, o levantamento apresentado não identifica diretamente os motivos individuais das escolhas.

Cor ou raça: Flávio lidera entre brancos; Lula tem maior preferência entre negros e pardos

A pesquisa também apresenta a intenção de voto conforme a autodeclaração de cor ou raça.

Entre os entrevistados brancos, que representam 40,7% da amostra, Flávio Bolsonaro alcança 54,2%, enquanto Lula registra 43,7%.

A vantagem do senador é de 10,5 pontos percentuais.

Entre os entrevistados classificados como negros, correspondentes a 16,9% da amostra na categorização apresentada pelo instituto, Lula registra 54,4%, contra 42,8% de Flávio Bolsonaro.

O presidente aparece com uma vantagem de 11,6 pontos percentuais nesse segmento.

Já entre os entrevistados pardos, que representam 30,5% da amostra, Lula registra 50,2%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 47,4%.

Nesse grupo, a diferença favorável ao presidente é de 2,8 pontos percentuais.

Os resultados apontam diferenças relevantes entre as categorias raciais divulgadas, mas não devem ser interpretados como comportamento uniforme de todos os integrantes desses grupos.

A apresentação gráfica encaminhada não detalha os demais segmentos de cor ou raça, motivo pelo qual eles não são incluídos nesta comparação.

Perfil dos entrevistados: mulheres representam maioria da amostra

A pesquisa também apresenta a composição dos 15.554 participantes.

Na distribuição por sexo, o levantamento registra 52,8% de mulheres e 47,2% de homens.

Em relação à idade, a amostra é composta por 31,1% de entrevistados entre 16 e 34 anos, 38% entre 35 e 54 anos e 30,9% acima de 55 anos.

Quanto à escolaridade, 76,5% estão na categoria de até ensino médio completo e 23,5% possuem ensino superior completo ou incompleto.

Na classificação de renda familiar, 42,7% dos entrevistados estão abaixo de dois salários mínimos, 38,6% entre dois e cinco salários mínimos e 18,7% acima de cinco salários mínimos.

Esses percentuais descrevem a composição da amostra, não a intenção de voto de homens e mulheres. As peças apresentadas não informam o cruzamento das preferências presidenciais por sexo.

Disputa presidencial evidencia diferentes bases de apoio

Os recortes do Instituto Veritá permitem observar que os dois candidatos apresentam desempenho desigual entre os segmentos analisados.

Flávio Bolsonaro registra vantagem nacional na simulação divulgada e apresenta resultados numericamente superiores entre os entrevistados de 35 a 54 anos, trabalhadores ou pessoas em busca de emprego, integrantes das faixas de renda acima de dois salários mínimos e pessoas autodeclaradas brancas.

Lula, por sua vez, reúne percentuais superiores entre famílias com renda inferior a dois salários mínimos, entrevistados negros e pardos, pessoas aposentadas ou pertencentes ao grupo que inclui estudantes, pessoas dedicadas ao lar e aquelas que vivem de renda.

O presidente também apresenta pequenas vantagens numéricas entre os jovens de 16 a 34 anos e os entrevistados acima de 55 anos.

O cenário revela a existência de bases eleitorais distintas e mostra que a vantagem nacional de um candidato não significa liderança em todos os segmentos populacionais.

Para os comandos de campanha, a distribuição do voto entre grupos sociais pode ajudar a identificar áreas de maior apoio e segmentos em que a disputa permanece equilibrada.

A pesquisa, entretanto, não mede diretamente quais propostas, acontecimentos ou características pessoais dos candidatos explicam essas preferências.

Segunda pesquisa reforça cenário de disputa competitiva

Apresentado pelo instituto como sua segunda pesquisa de segundo turno, o levantamento surge na reta final da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro de 2026.

Outras pesquisas nacionais divulgadas ao longo de outubro também apresentaram diferenças reduzidas entre os dois candidatos, embora com variações de percentuais, métodos de coleta, períodos de entrevistas e margens de erro.

Por isso, a comparação entre institutos exige atenção às características de cada levantamento. Uma diferença numérica observada em determinada rodada não pode ser considerada, isoladamente, uma tendência consolidada.

No material divulgado pelo Veritá, a distância entre Flávio Bolsonaro e Lula chega a 2,14 pontos percentuais na simulação principal, enquanto o indicador separado de expectativa de vitória apresenta 52,7% para o senador e 47,3% para o presidente.

A proximidade dos resultados nacionais e as diferenças entre os segmentos do eleitorado indicam uma disputa competitiva, cujo resultado dependerá dos votos efetivamente registrados nas urnas.

Pesquisa ouviu 15.554 pessoas e informa margem de erro de um ponto percentual

De acordo com a ficha técnica apresentada nas peças do levantamento, a pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá, com entrevistas entre 12 e 16 de outubro de 2026.

Ficha técnica informada pelo instituto:

• Instituto responsável: Veritá
• Abrangência: nacional, com referência às 27 unidades da Federação
• Período de coleta: 12 a 16 de outubro de 2026
• Total de entrevistas: 15.554
• Margem de erro geral informada: ±1,0 ponto percentual
• Nível de confiança: 95%
• Registro informado na Justiça Eleitoral: BR-01107/2026
• Financiamento indicado: iniciativa própria

A margem de erro geral anunciada não deve ser automaticamente aplicada a todos os segmentos demográficos, uma vez que os recortes possuem tamanhos de amostra inferiores ao total nacional.

Nos gráficos segmentados, parte dos percentuais não atribuídos a Flávio Bolsonaro ou Lula também não está discriminada por categoria de resposta. Portanto, não é possível classificá-los individualmente como indecisos, votos brancos, nulos ou outras respostas apenas a partir das imagens.

O registro eleitoral permite consultar as informações cadastrais da pesquisa, mas não representa certificação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Cenário permanece aberto até a decisão das urnas

A nova pesquisa do Instituto Veritá coloca Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula na simulação nacional de segundo turno, em uma disputa marcada por diferenças importantes entre os segmentos sociais.

A liderança do senador no levantamento e na expectativa de vitória representa um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, enquanto os percentuais favoráveis ao presidente entre parcelas expressivas do eleitorado demonstram a competitividade da corrida eleitoral.

Com a votação marcada para 25 de outubro, as campanhas entram na reta decisiva buscando consolidar apoios e conquistar eleitores.

A definição de quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos ocorrerá nas urnas. Até lá, os levantamentos de opinião pública seguem como indicadores do cenário eleitoral, e não como resultados antecipados.

Fonte: Peças de divulgação da pesquisa Instituto Veritá, registro informado BR-01107/2026, coleta de 12 a 16 de outubro de 2026. Análise e organização jornalística: MS Todo Dia

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