Alcinópolis lidera produtividade de milho em MS e São Gabriel do Oeste fica em segundo lugar

Norte do Estado registra a maior média regional da safra 2025/2026; Mato Grosso do Sul alcança recorde de produção, com 16,23 milhões de toneladas

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A região norte de Mato Grosso do Sul se destacou na produtividade de milho na safra 2025/2026, com Alcinópolis na liderança estadual e São Gabriel do Oeste na segunda colocação. Os municípios alcançaram médias de 158,43 e 151,53 sacas por hectare, respectivamente, conforme o levantamento final do Projeto SIGA-MS, executado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS).

Além das duas cidades, outros municípios da região também apresentaram resultados expressivos. Chapadão do Sul registrou produtividade média de 146,30 sacas por hectare, Costa Rica alcançou 144,84 sacas e Paraíso das Águas chegou a 136,12 sacas por hectare.

São Gabriel do Oeste também se destacou pelo volume produzido, com aproximadamente 766 mil toneladas de milho em uma área de 84.248 hectares. O resultado colocou o município entre os dez maiores produtores do Estado, demonstrando a força da atividade agrícola na região.

No levantamento regional, o norte de Mato Grosso do Sul registrou produtividade média ponderada de 135,83 sacas por hectare, a maior entre as três regiões avaliadas. A área cultivada chegou a 246.485 hectares, com produção aproximada de 2,01 milhões de toneladas.


Estado alcança recorde na produção de milho

Em Mato Grosso do Sul, a produção de milho na safra 2025/2026 atingiu aproximadamente 16,23 milhões de toneladas, cultivadas em 2,348 milhões de hectares. A produtividade média ponderada foi de 115,21 sacas por hectare, o melhor resultado da série histórica do SIGA-MS em volume produzido e rendimento.

Na comparação com a safra anterior, quando foram colhidas 13,933 milhões de toneladas, houve crescimento de 16,5% na produção. A produtividade também aumentou, passando de 108,42 para 115,21 sacas por hectare.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, os resultados variam conforme fatores como distribuição das chuvas, época de semeadura, características do solo, manejo e tecnologia utilizada nas lavouras.


Municípios com maior produção total

Embora a região norte tenha alcançado a maior produtividade média por hectare, os maiores volumes estaduais foram registrados em municípios com áreas de cultivo mais extensas.

Maracaju liderou a produção, com aproximadamente 2,55 milhões de toneladas em 323.822 hectares. Na sequência aparecem Ponta Porã, com 1,54 milhão de toneladas; Sidrolândia, com 1,52 milhão; e Dourados, com 1,42 milhão de toneladas. Juntos, os quatro municípios responderam por cerca de 43% da produção estadual.

A diferença entre os rankings de produtividade e volume total está relacionada à área plantada. Enquanto a produtividade mede o rendimento por hectare, a produção total também depende da extensão das lavouras.


Chuvas influenciaram o ciclo agrícola

A safra foi marcada por mudanças na distribuição das chuvas. Em janeiro, grande parte do Estado registrou precipitações abaixo da média histórica. A regularização ocorreu a partir de fevereiro, com volumes acima da média em diversas áreas, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Em maio, chuvas intensas atrasaram o início da colheita em algumas localidades. Também houve registros de granizo em municípios da região sul, enquanto geadas atingiram lavouras na região sul-fronteira. A colheita foi concluída em 9 de outubro de 2026, aproximadamente duas semanas depois do encerramento da safra anterior.

O levantamento do SIGA-MS combina avaliações técnicas em campo com informações fornecidas pelos produtores, considerando a área cultivada para calcular os resultados municipais, regionais e estaduais. O projeto é executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc.


Fonte: Jornal MS Todo Dia

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