A criança de 11 anos que teve a orelha cortada pelo pai e as duas irmãs foram levadas para abrigo pelo Conselho Tutelar.
O caso aconteceu no dia 25 de maio, no Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande.
De acordo com o site Campo Grande News, o pedreiro de 54 anos foi preso em flagrante e a criança foi levada para atendimento médico porque teve a orelha cortada.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e depois encaminhado para a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), no entanto, não era caso para prisão em flagrante e o autor foi liberado.
A menina e as irmãs de 16 anos e outra de 7 anos, foram levadas para abrigo pelo Conselho Tutelar na segunda-feira (27). A informação foi confirmada pelo próprio pai em um áudio que o Campo Grande News teve acesso.
O pedreiro confessa que agrediu a menina e que o pessoal do Conselho Tutelar levou a menina para abrigo, mas que ele vai tentar alugar uma casa para que elas morem com a mãe porque ele não pode se aproximar delas.
“Eles não podem ficar no mesmo prédio e mesmo local. Está em processo de andamento. Agora é pagar por mais um erro que cometi. Errei gravemente. É uma coisa que não pode fazer com o filho. Nem bater como eu estava batendo. Agora tem que aprender a lição que não pode bater em criança que vai preso”, disse o pedreiro em áudio.
A reportagem esteve na casa da família e o pedreiro relatou já ter dito tudo o que precisava ser falado. Ele declarou que as meninas não estavam com ele, mas alegou não saber onde e como elas estavam.
“Se eu não posso ver, se eu não posso ligar, o que você acha? Se não está comigo, se eu não tenho contato, o que eu posso falar para você?”, questionou o pedreiro.
Ainda segundo apuração da reportagem, o pedreiro já teria, em outra ocasião, agredido um menino de 5 anos. Em outro áudio, uma pessoa diz que ele “riscou” o olho do menino com uma faca e que ele “deveria ficar preso”.
A reportagem também teve acesso ao pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pedindo o acolhimento institucional urgente das meninas.
No documento, diz que o pedreiro, por diversas vezes, agrediu fisicamente as filhas sob o argumento de estar corrigindo e que a mãe delas sempre esteve presente.
Por isso, as três deveriam ser mantidas em instituição de acolhimento. A menina mais velha estava com marcas causadas por surra de fio pelo corpo e a mais nova não tinha sinais de espancamento, porém apresentou ter muito medo do pai.
Fonte: MS Todo Dia com Campo Grande News
Foto: Paulo Francis/Campo Grande News
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