A colheita do milho segunda safra 2023/2024 está avançando rapidamente na Região Norte de Mato Grosso do Sul. Segundo levantamento da equipe de campo da Aprosoja/MS, a região já atingiu 55,2% da área total. A Região Sul tem uma média de 51,7%, enquanto a Região Centro alcança 39,6%.
Até o momento, cerca de 1,1 milhão de hectares foram colhidos, representando 49,6% da área total dedicada ao cultivo do milho em Mato Grosso do Sul. Comparado à safra anterior, o avanço é significativo, com uma diferença de 40,9 pontos percentuais em relação à 2ª safra 2022/2023, quando a área colhida era pouco mais de 8% no mesmo período.
Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, destaca que todas as regiões do estado estão em pleno desenvolvimento fenológico reprodutivo. A maioria das regiões, incluindo o oeste, centro, norte e nordeste, apresenta condições majoritariamente boas, variando de 42,6% a 85,5%. No entanto, as regiões sudoeste, sudeste, sul-fronteira e sul apresentam condições inferiores, com lavouras em até 51,9% de condições ruins.
Na Região Norte, que inclui municípios como Sonora, Coxim, São Gabriel do Oeste e Camapuã, as lavouras estão predominantemente no estádio fenológico R6 e mostram boas condições, com 74% das áreas apresentando saúde adequada. Contudo, a região ainda enfrenta o risco de estiagem durante o ciclo da safra.
O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec) prevê chuvas de até 20 mm entre 22 e 30 de julho, com maiores acumulados esperados para o extremo sul e sudeste do estado. Entre os dias 29 e 30 de julho, a chegada de uma frente fria de menor intensidade deverá causar uma queda nas temperaturas em todo o estado.
No entanto, entre 1 e 4 de agosto, as temperaturas devem subir novamente. Entre 4 e 6 de agosto, uma massa de ar frio, possivelmente acompanhada de uma frente fria de maior intensidade, poderá fazer com que as temperaturas mínimas fiquem abaixo dos 5°C, especialmente no sul do estado.
No mercado, o preço médio da saca de 60 kg de soja em MS registrou uma valorização de 7,60%, alcançando R$ 126,50 na última segunda-feira (22). Em contraste, a saca do milho desvalorizou 1,86%, sendo negociada a R$ 47,50 na mesma data, conforme Mateus Fernandes, analista de Economia da Aprosoja/MS.
Fonte: MS Todo Dia
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