A Justiça de Camapuã revogou a prisão preventiva de Ângelo Aparecido da Silva Junior, acusado de envolvimento na morte de um homem de 30 anos durante uma festa realizada no salão da Igreja São João Batista. A decisão foi tomada na sexta-feira (4) pelo juiz Daniel Foletto Geller, da 1ª Vara de Camapuã.
De acordo com a decisão, não foram identificados elementos concretos que justificassem a manutenção da prisão preventiva. O magistrado considerou ainda que Ângelo é primário, possui residência fixa e trabalhava como vigilante. As circunstâncias da morte, segundo a Justiça, ainda não estão totalmente esclarecidas.
Com a revogação da prisão, o acusado poderá responder ao processo em liberdade, mas deverá cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e o recolhimento domiciliar das 20h às 5h, além dos dias de folga.
A decisão não significa absolvição. Ângelo continua respondendo por homicídio qualificado e poderá ter a prisão decretada novamente caso descumpra as medidas impostas ou surjam novos elementos que justifiquem a prisão preventiva.
Segundo a defesa, formada pelos advogados Wesley Batista da Silva Coqueiro e Cristiano Alves, Ângelo ainda estava preso em Coxim e a expectativa era de que fosse colocado em liberdade neste sábado (5).
Relembre o caso
O homicídio aconteceu na madrugada de 20 de junho, durante uma festa realizada após a vitória da Seleção Brasileira sobre o Haiti pela Copa do Mundo de 2026.
A Polícia Militar foi acionada após uma briga no salão da Igreja São João Batista. Uma das versões apresentadas às autoridades aponta que três pessoas tentavam agredir a vítima e que Ângelo teria intervindo na situação.
O homem foi socorrido e levado para uma unidade hospitalar, mas chegou sem sinais vitais. Apesar das tentativas de reanimação, ele morreu.
Durante a investigação, testemunhas apresentaram versões diferentes sobre o que ocorreu. Alguns relatos apontaram que o segurança teria tentado atingir a vítima pelas costas e também agredido outro homem.
Ângelo foi preso em flagrante após o episódio e teve a prisão posteriormente convertida em preventiva. Na decisão que determinou sua soltura, o juiz também considerou a versão apresentada pelo acusado, de que teria entrado na briga para defender um primo que estaria sendo agredido por três homens.
A possibilidade de legítima defesa de terceiro ainda será analisada durante o andamento do processo.
Fonte: Jornal MS Todo Dia, com informações do g1ms
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