Grupo que invadiu Sicredi pelo telhado é condenado a mais de 47 anos de prisão em Água Clara

Seis homens foram condenados por participação no furto à agência em janeiro de 2025; celulares esquecidos no local ajudaram a polícia a identificar os envolvidos

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Seis homens foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 47 anos de prisão por participação na invasão e no furto a uma agência do Sicredi em Água Clara. O crime ocorreu em janeiro de 2025, quando o grupo tentou acessar o estabelecimento pelo telhado, utilizando uma escada de alumínio e ferramentas.

Conforme a sentença, as maiores penas foram aplicadas a Patrick Gouvea, condenado a 16 anos e dois meses, e Robson dos Santos Jardim, que recebeu 12 anos e seis meses de prisão. Ambos deverão cumprir as penas em regime fechado.

Os outros quatro envolvidos também foram condenados. Vailton Pereira Sousa recebeu pena de três anos e cinco meses, enquanto Romário de Moura Silva, Pedro Henrique da Rocha Lira e Vadelson Ferreira de Sousa foram sentenciados a cinco anos cada.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a invasão ocorreu na agência localizada na Avenida Benevenutto Ottoni. A Polícia Militar foi acionada após o disparo do alarme de segurança.

No local, os policiais encontraram uma escada de alumínio apoiada na lateral de uma igreja vizinha, que teria sido utilizada para alcançar o telhado do banco. Também foram localizadas ferramentas que teriam sido usadas na invasão e dois celulares deixados pelos suspeitos.

Os investigadores encontraram ainda um colete à prova de balas com seis munições pertencentes à própria agência. Do estabelecimento, o grupo levou um notebook, que não foi recuperado.

Conforme as investigações, os seis homens teriam dividido as tarefas para executar o crime. Enquanto alguns tentavam entrar na agência, outros monitoravam a movimentação nas ruas próximas e davam apoio à ação.

A primeira tentativa foi interrompida após o disparo do alarme. Segundo a denúncia, o grupo deixou o local, mas decidiu retornar depois de perceber que o alarme havia parado e que a polícia não tinha chegado.

Na segunda investida, Patrick e Vailton entraram na agência, mas não conseguiram localizar o cofre. O acionamento do sistema de alarme de fumaça obrigou os dois a fugir. Eles levaram apenas um notebook, que ficou sob a guarda de Pedro Henrique.

Os celulares abandonados no local foram importantes para a identificação dos envolvidos. Durante as diligências, os policiais também encontraram cocaína com Robson e Patrick, conforme o registro da ocorrência.

Confira as penas

  • Patrick Gouvea: 16 anos e dois meses de prisão;

  • Robson dos Santos Jardim: 12 anos e seis meses;

  • Vailton Pereira Sousa: três anos e cinco meses;

  • Romário de Moura Silva: cinco anos;

  • Pedro Henrique da Rocha Lira: cinco anos;

  • Vadelson Ferreira de Sousa: cinco anos.

Somadas, as condenações ultrapassam 47 anos de prisão. O caso foi investigado pela Polícia Civil, com participação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), além de equipes policiais de Água Clara e Santa Rita do Pardo.

Fonte Jornal MS Todo Dia, com informações CGNEWS

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